Sociedade

LUTA CONTRA BOLSONARO

UFMG terá paralisação e atividades contra Bolsonaro nessa quarta em ao menos três cursos

Em assembleia de curso na última quinta, a Filosofia decidiu por paralisação contra Bolsonaro para essa quarta feira, 24, além da criação de um comitê de luta, onde os estudantes possam se organizar contra o reacionário presidenciável e todos os ataques que ele representa. A biologia, que em assembleia anterior já tinha criado um comitê, em assembleia dia 22 aderiu à paralisação de quarta. A assembleia da Escola de Belas Artes definiu pela criação de um comitê e uma paralisação com mobilizações por três dias. A geografia deliberou em assembleia autoconvocada por paralisação na sexta feira. A FaE e a Fafich terão assembleias na quarta.

quarta-feira 24 de outubro| Edição do dia

A decisão dos estudantes atende ao indicativo de paralisação nos dias 24, 25 e 26 de outubro contra Bolsonaro da plenária unificada de estudantes, técnico-administrativos e professores realizada na última quarta (17). Os estudantes de Filosofia, Biologia, da Escola de Belas Artes, Geografia e outros desde então se reuniram em assembleias para discutir uma paralisação em seus cursos como parte de lutar contra Bolsonaro.

Saiba mais: UFMG indica paralisação de três dias contra Bolsonaro

O dia de paralisação começa com uma atividade unificada organizada pelo comitê da biologia em conjunto com o comitê da filosofia e as entidades CAFCA e D.A.Bio, a mesa “Por que lutamos contra Bolsonaro”, que acontecerá no Hall do CAD 1, às 8h. Outras atividades, como a panfletagem dos estudantes de filosofia, estão no calendário de mobilização. Veja o panfleto:

Na Belas Artes os estudantes estão preocupados em organizar uma programação ativa durante todo dia, para que todos e todas possam debater a conjuntura atual e participar de uma confecção de faixas e cartazes, além de performances na escola. Além disso, indicaram continuar com a mobilização na quinta e na sexta-feira, organizando atividades ao redor das discussões políticas.

Em assembleia, professores deliberaram apoiar as iniciativas de luta por democracia, suspendendo atividades avaliativas e abonando as faltas dos estudantes.

A iniciativa dos estudantes é um importante exemplo de como encarar a luta contra Bolsonaro: superando o mero eleitoralismo e buscando massificar as atividades. O objetivo é ativar cada vez mais os estudantes da base de cada curso, para que se organizem nos comitês e se preparem para fazer frente a todos os ataques que essa extrema direita, que ascendeu eleitoralmente, promete para a juventude e os trabalhadores, sobretudo as mulheres, negros, indígenas e LGBTs. Por isso é imprescindível que a UNE saia da imobilidade e organize assembleias em todas as escolas e universidades, e que o DCE da UFMG construa paralisações ativas.




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