Educação

MUDANÇAS NAS COTAS DA UFMG

UFMG adota novos procedimentos para o sistema de cotas

quinta-feira 14 de dezembro de 2017| Edição do dia

No domingo de 24 de Setembro a folha de São Paulo divulgou uma matéria denunciando brancos que utilizaram as cotas para ingressar no curso de medicina da UFMG, imediatamente a notícia viralizou na internet e em outros meios de comunicação. Nós do Esquerda Diário já nos posicionamos em relação a necessidade da defesa das cotas, de combate ao racismo na universidade, e em como as cotas raciais nas universidades permanecem seletivas e inadequadas para uma verdadeira inserção da população negra na universidade.

Leia mais em : http://www.esquerdadiario.com.br/Fraude-nas-cotas-raciais-na-UFMG-transformar-a-indignacao-em-luta-contra-o-racismo

Agora, quem se autodeclarar negro na UFMG vai ter que informar se é preto ou pardo, como preveem os critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e escrever a justificativa.

Essa diferenciação entre pretos e pardos é apenas um dos inúmeros exemplos de como o mito da democracia racial está entranhado na consciência da população brasileira, negra e branca. Além disso, é mais um ataque contra a população negra onde a divisão entre quem “é mais ou menos preto” acaba por enfraquecer a luta por direitos, colocando pessoas pretas e pardas em patamares diferentes.
O documento diz que informações falsas podem levar à perda do direito à vaga. A medida vale para os novos candidatos da graduação e pós-graduação. Tudo acompanhado por uma comissão da universidade.

A primeira pergunta é quem será essa comissão? Quem julgará o quão preto você é para ter direito a vaga? Quem vai compor esse tribunal de cor?

Não podemos nos submeter a um tribunal que tira a autonomia da juventude e dos trabalhadores de se identificar e auto declarar negros e negras. O reconhecimento da nossa identidade e da nossa ancestralidade se faz fundamental para reconhecer o porquê lutar. E a decisão de como contornar o problema gravíssimo das fraudes deve ser tomada pelos(as) estudantes negros(as), com autonomia, se auto organizando em assembleias.

Não vamos perdoar os golpistas como fez o PT! Precisamos nos organizar para lutar contra todos os ataques, os que já foram aprovados e os que estão por vir. Queremos a anulação da emenda constitucional do teto dos gastos, e das reformas que esse governo golpista quer implementar, lutamos pela imediata reintegração dos 1.200 demitidos na Estácio de Sá no RJ, que ocorreu para aderir à precarização legalizada pela reforma trabalhista. E mais: queremos que todo jovem que queira estudar tenha a sua vaga em uma universidade pública, gratuita e de qualidade, sem o filtro social do vestibular.*




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