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UFMG: Conheça a Chapa 4 - São Eles ou Nós para o CONUNE 2019

A eleição de delegados para o Congresso da UNE na UFMG será no dia 5 de junho. Conheça as ideias da Chapa 4, formada pela juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária, pelo grupo de mulheres Pão e Rosas e por independentes.

segunda-feira 3 de junho| Edição do dia

Somos dezenas de estudantes de vários cursos da UFMG, membros ou apoiadores da CHAPA 4 - SÃO ELES OU NÓS, militantes da Juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária, do grupo de mulheres Pão e Rosas, do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) e independentes. Por justiça para Marielle, lutamos contra o governo reacionário de Jair Bolsonaro, seus cortes nas universidades e sua reforma da previdência, e almejamos construir não apenas outra universidade, mas uma nova sociedade - o comunismo.

Queremos construir um movimento estudantil anticapitalista, antiburocrático, que responda aos ataques de Bolsonaro e Zema com uma potente aliança entre trabalhadores e estudantes, usando nossos DAs, CAs e DCE como instrumentos de luta. Com essas ideias disputamos a eleição de delegados do 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes, e queremos contar com o voto, no dia 5 de junho, e a contribuição de cada estudante da UFMG nessa batalha cotidiana.
Tomar a greve geral de 14 de junho em nossas mãos: por um comando nacional de delegados eleitos pela base!

Assim como as mulheres em todo o mundo se rebelam contra governos de extrema direita, a juventude no Brasil se levantou contra o reacionário governo Bolsonaro, a precarização da vida e da educação diante da crise capitalista internacional. Nos EUA, resgatamos a simpatia ao socialismo, na Argélia somos linha de frente na luta contra a ditadura, em vários países contra a destruição do meio ambiente. Estamos resgatando nossa história que mostra que a juventude pode incendiar a classe trabalhadora, como fez no maio de 1968 francês.

Em maio, nos dias 15 e 30, tomamos as ruas ao milhares em todo o país, demonstrando a força da educação em luta, e é por isso que Bolsonaro ataca em primeiro lugar não apenas as mulheres, os negros, indígenas e LGBTs, se aproveitando cruelmente das opressões para melhor explorar, mas professores e estudantes, por ser o setor crítico que melhor entendeu “o Brasil do golpe institucional”, com Lula ainda preso arbitrariamente. Agora precisamos de assembleias de base em todos os locais de trabalho e estudo para organizar a luta contra os cortes na educação e a reforma da previdência, construindo uma verdadeira greve geral no dia 14 de junho, que coloque Bolsonaro e todos com quem ele fez conchavos pela aprovação de sua reforma - o “centrão” com Rodrigo Maia, o STF com Toffoli, os militares com Augusto Heleno - contra a parede.

Mas será preciso tomar essa greve em nossas mãos para decidirmos os rumos de nossa mobilização e usarmos toda a potência que tem a unidade da juventude com os trabalhadores para impor nossa própria alternativa para a crise, pois nosso futuro não pode estar em negociação. O dia 30 teria sido muito mais potente se envolvesse todas as categorias de trabalhadores, para que mostrássemos ao presidente e seus ministros da educação e da economia que não aceitamos suas chantagens nem vamos escolher entre poder estudar ou nos aposentar. Mas não foi essa a política da UNE, a entidade estudantil nacional dirigida pela União da Juventude Socialista (UJS), Levante Popular da Juventude e Kizomba nem das principais centrais sindicais - CUT, dirigida pelo PT, e CTB, dirigida pelo PCdoB.

Que proposta alternativa a oposição do governo oferece aos trabalhadores e à juventude? Ao contrário dos governadores do PT no Nordeste ou de Tábata Amaral, não aceitamos uma reforma da previdência. Diferente do PCdoB, que vê em Rodrigo Maia (que é quem faz os pactos com Bolsonaro e o STF) um aliado, sabemos que o “centrão” é um dos atores para aprovação da Reforma da Previdência. A oposição a Bolsonaro feita pelo PT, PCdoB e PDT se propõe desgastar Bolsonaro e não derrotar esse governo e seus ataques, permitindo que sigam sendo os trabalhadores e a juventude a pagar pela crise.

Por isso exigimos que a UNE e as direções das grandes centrais rompam imediatamente as negociações com Rodrigo Maia e convoquem uma coordenação nacional com representantes eleitos em assembleias de base, para massificar a mobilização, coordenar todos os locais em luta e envolver os estudantes, desde a base até a vanguarda, nas decisões políticas que devem ser tomadas. Essa é a única garantia que os estudantes podem ter de que toda sua disposição de luta seja usada para realmente derrotar os cortes, a reforma e o governo de Bolsonaro. Só assim poderemos ter a mesma ousadia que recentemente mostraram os coletes amarelos na França para derrotar, e não para negociar, uma reforma da previdência “menos pior” ou mesmo cortes “mais leves” como descaradamente querem os partidos que dirigem a UNE, CUT e CTB (sem contar centrais mais à direita como a Força Sindical).

Que os capitalistas paguem pela crise! Por uma universidade a serviço dos trabalhadores e do povo!

Os ataques do governo aos trabalhadores são uma exigência do mercado financeiro internacional. O imperialismo que avança na América Latina (a exemplo da Venezuela, com a tentativa de golpe por Juan Guaidó, que rechaçamos sem prestar nenhum apoio a Nicolás Maduro) fala em alto e bom som pela boca de Donald Trump: sigam a lei de responsabilidade fiscal, privatizem, retirem direitos, equilibrem os cofres do Estado e sigam pagando religiosamente a dívida pública, para que o Brasil siga sendo o “quintal” dos EUA. Bolsonaro bate continência.

Não apenas é mentira que a previdência é o motivo da crise financeira, também é mentira que é preciso sucatear as universidades para investir em ensino básico. O valor gasto com o pagamento anual da dívida pública seria o equivalente ao orçamento de 513 UFMG. Ou seja, o orçamento nacional é enorme mas serve aos interesses do capital financeiro. São eles ou nós, e só há uma forma de não pagarmos pela crise que os capitalistas criaram e que Bolsonaro quer despejar sobre nós: o não pagamento da dívida pública!

Nossa luta começa contra todos os ataques, não só financeiros mas também ideológicos de Bolsonaro às ciências humanas, à autonomia universitária, e ao conhecimento crítico, mas não termina na defesa das universidades como são. Defendemos cada uma das conquistas a partir da luta dos trabalhadores, juventude e movimentos dos últimos anos contra qualquer ataque de Bolsonaro. E a cada defesa devemos estar preparados para enfrentar o projeto de destruição da educação e do futuro da juventude do atual governo. Lutamos pelas cotas proporcionais à população negra e indígena de cada estado, que no caso de Minas Gerais seria mais da metade das vagas. E que a juventude que entre possa permanecer, com assistência estudantil para todos que precisam, sem que a FUMP decida por nós sobre nossas necessidades Toda a juventude tem direito a estudar sem pagar, por isso lutamos pelo fim do vestibular e pela estatização de todas as universidades privadas para aumentar as vagas públicas e enfrentar o monopólio de grandes empresas educacionais.

Quando dizemos são eles ou nós é porque não teremos mais as mesmas concessões como tivemos a partir de nossas lutas ao longo dos anos de governos petistas. Com o golpe institucional de 2016, vemos que os capitalistas mostram-se intransigentes contra nossos direitos. Por isso que contra os ataques de Bolsonaro também temos que lutar contra o aprofundamento das iniciativas privadas nas universidades que mantém o conhecimento a serviço dos interesses dos capitalistas e colocam seus lucros acima de nossas vidas. Nossas vidas valem mais que o lucro deles: por uma universidade a serviço dos trabalhadores e do povo!

Vemos com os cortes que os primeiros a sentirem na pele a precarização são as trabalhadoras terceirizadas, demitidas e as que ficam na UFMG sofrem com a sobrecarga de trabalho e inúmeros problemas de saúde para manter os prédios limpos, porém sem condições de trabalho para isso. Basta de termos mulheres negras super-exploradas nas universidades ditas de excelência. Exigimos da Reitoria que cesse todas as demissões e recontrate as trabalhadoras demitidas. Lutamos pela imediata efetivação de todos trabalhadores terceirizados com os mesmos direitos e sem necessidade de concurso público.

São as famílias de Barão de Cocais ou os Capitalistas da Vale!

Enquanto não rompe a barragem Superior Sul e a lama não chega a Barão de Cocais, a Vale segue destruindo milhares de vidas, tal como em Mariana e Brumadinho. Os moradores da cidade vivem um caos, cuja expressão máxima são as tentativas de suicídio. E o governador Romeu Zema se pronuncia sobre a Vale para defendê-la. Não aceitamos! É preciso tirar a mineração dos interesses do lucro e conduzir essa atividade para um modelo que não seja predatório, uma medida que deve ser acompanhada da diversificação da economia de Minas Gerais.

  • Total autonomia para a população decidir as medidas de proteção de suas vidas, com o auxílio de especialistas como os da UFMG!
  • Por um plano de obras públicas, financiadas pelo confisco dos bens da Vale, que reconstrua a cidade em uma área fora de risco!
  • Pela estatização da Vale sob gestão dos trabalhadores e controle popular, com representantes eleitos e revogáveis nas comunidades e universidades!

Por que eles ou nós?

Porque ou são os capitalistas e a destruição das cidades por lama tóxica ou somos nós, a juventude junto com os trabalhadores em aliança com os movimentos de mulheres, negros, LGBT, indígenas. Por isso que a nossa chapa defende e batalha pela construção da maior paralisação da história da UFMG junto aos trabalhadores na greve geral chamada para o 14 de junho. E que o DCE exija da CUT, UNE e CTB, entidades cujas direções atuam dividindo nossas lutas, assembleias convocadas nas bases das universidades, escolas, refinarias, fábricas, correios, bancos, do transporte público, de eletricitários e todos os locais de trabalho.

Exceto nós, da juventude Faísca, grupo de mulheres Pão e Rosas e estudantes independentes que compomos a chapa SÃO ELES OU NÓS para as eleições de delegados para o Conune 2019, nenhuma corrente do movimento estudantil na UFMG e nenhuma chapa para a eleição de delegados do Conune 2019 batalha por essa perspectiva.

Nós, da chapa SÃO ELES OU NÓS, conseguimos participar graças ao apoio de dezenas de estudantes independentes que acreditam que o movimento estudantil deve ser antiburocrático. Usamos o portal de notícias Esquerda Diário para chegar mais longe, buscando romper com a lógica de separação da base e da vanguarda do movimento estudantil, discutindo amplamente sobre este congresso, denunciando cada manobra da majoritária e, na UFMG, do DCE.

Disputamos o processo de eleição de delegados para o 57º Conune com o objetivo de contribuir para construir um movimento estudantil antiburocrático, anticapitalista e aliado aos trabalhadores!

Exigimos que o DCE UFMG convoque um debate entre as chapas, para que os estudantes conheçam todas as ideias e possam escolher seu voto, e chamamos a todos os estudantes a confluírem conosco nesta batalha na UFMG e a votar, no dia 5/6, na chapa 4 - SÃO ELES OU NÓS!




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