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UFFS crava seu rechaço à Bolsonaro: destituição do reitor é aprovada com 94% dos votos

A Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS), em assembleias realizadas com o conjunto da comunidade acadêmica aprovou com 94, 22% o pedido de destituição do atual reitor da universidade, Marcelo Recktenvald, nomeado por Bolsonaro em 30 de agosto desse ano.

terça-feira 1º de outubro| Edição do dia

Terceiro colocado da lista tríplice para reitor, Recktenvald foi escolhido por bolsonaro, em um movimento do presidente e de sua base governamental para intervir nas universidades, principalmente as federais, e passaram conjunto de ataques, além de garantir a ofensiva ideológica do presidente.

A comunidade acadêmica dados fatos da escolha de Recktenvald, considera o atual reitor não como um ocupante do cargo que lhe compete, e sim como um interventor do reacionário Presidente na universidade ponto final o conselho universitário da UFFS deverá votar nos próximos dias o pedido de destituição e, se aprovado, irá encaminhá-lo para o ministério da educação.

Assembleia contou com 1733 estudantes, técnicos e professores dos campi de Chapecó, realeza, Laranjeiras do Sul, cerro Largo, Erechim e passo fundo. No total 1633 pessoas foram favoráveis a destituição de Marcelo Recktenvald.

o caso do campus de Chapecó chama mais atenção: sendo o maior campus da UFFS, contou com 768 votantes, sendo 753 votos favoráveis O que representa 98,04% do total da comunidade acadêmica deste Campos. o campus de Chapecó, e também a UFFs como um todo, marcou o categoricamente sua posição de rechaço a Bolsonaro ao seu governo e as suas políticas de intervenção e destruição das universidades públicas.

Além disso, para avançar na resposta de que rechaçam e repudiam este governo, cerca de 200 estudantes ocuparam o prédio da reitoria pouco antes das assembleias acontecerem. A reitoria fica localizada no Campus de Chapecó e foi ocupada dia 30 de setembro.

Recktenvald entrou com pedido de reintegração de posse do prédio que foi negado pela juíza responsável pelo caso. entretanto o conselho universitário interveio encaminhou uma negociação entre os ocupantes e a reitoria para promover a desocupação do prédio.

Em contrapartida a mobilização dos estudantes foi capaz de impor que o conselho universitário de liberasse o pedido de destituição de Recktenvald e fizesse chamados de assembleias em todos os campi para que a comunidade acadêmica pudesse manifestar seu total repúdio.

O exemplo da UFFS é histórico e deve ser amplamente reivindicado por todos os estudantes, de todas as universidades, sejam federais ou estaduais. em um movimento aliado aos trabalhadores e professores foi possível impor ao conselho universitário e a reitoria a sua posição de repúdio a bolsonaro, aos ataques, a Weintraub e a intervenção ideológica de seu governo e sua base na universidade ferindo autonomia universitária.

É com essa moral que os estudantes devem batalhar para retomar suas entidades estudantis das mãos da burocracia estudantil, organizando uma luta frontal contra Bolsonaro e seu governo sem separar os ataques e muito menos a explosiva aliança com professores e trabalhadores. nos dias 2 e 3 de outubro, a juventude deve tomar as ruas do Brasil para mostrar à Bolsonaro que não vamos aceitar que a crise seja descarregada em nossas costas e na dos trabalhadores.

com base na matéria: https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2019/09/comunidade-academica-da-uffs-aprova-destituicao-de-reitor-nomeado-pelo-governo-bolsonaro/




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