Educação

UERJ

UERJ emite nota defendendo novas eleições para governador

Em nota emitida nessa sexta-feira, 16 de dezembro, o Conselho Universitário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, emitiu nota defendendo novas eleições para o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Demar Oliveira

Estudante de Serviço Social - UERJ

sexta-feira 16 de dezembro de 2016| Edição do dia

Após o longo e conturbado primeiro semestre de 2016, que durou o ano inteiro por conta da greve de mais de cinco meses, finalmente as aulas chegam ao fim, mas sem nenhuma perspectiva de retorno para o próximo ano letivo. Caso seja de fato iniciado, o calendário acadêmico de 2017 contará com três períodos letivos – uma situação que não é nenhuma novidade para os alunos que já estão se habituando a estudar no verão carioca, nos meses de janeiro e, que hoje enfrentam a maior crise da história da universidade.

Desde 2015 e durante a greve deste ano, o Movimento Estudantil, professores e técnicos administrativos fizeram diversas paralisações e se manifestaram nas ruas e na ALERJ, com intuito de denunciar o enorme descaso do Estado para com a UERJ. Entretanto, mesmo com o retorno das aulas, em 29 de agosto, os professores e técnicos administrativos estão com seus salários parcelados e, os alunos cotistas e de iniciação científica continuam com suas bolsas atrasadas e sem previsão de pagamento.

Num ano marcado por centenas de demissões de trabalhadores terceirizados, que saíram sem receber os seus direitos trabalhistas e com meses de salário atrasado, a UERJ se mantém resistindo desmonte e aos cortes de seu orçamento. Em 2016, a universidade recebeu repasse de apenas cerca de R$ 10 milhões para custear as despesas básicas com limpeza e segurança, entretanto o valor necessário para cobrir essa demanda é de R$ 65 milhões.

A Reitoria, que durante todo o ano se manteve passiva, tanto com a situação da comunidade acadêmica, quanto em relação aos trabalhadores terceirizados que foram demitidos em massa na UERJ e no HUPE, está sendo processada pelas empresas prestadoras de serviço. A Reitora em exercício, Maria Georgina Washington, se pronunciou em sessão do Conselho Superior dando a seguinte informação: "as concessionárias estão fazendo acordos com seus funcionários ou ex-funcionários, no sentido de que há uma dívida. Eles agora estão cobrando a dívida não mais das concessionárias, mas cada pessoa está entrando contra a UERJ. Estamos com um número inacreditável de ações das quais não temos como pagar. Uma das coisas que podem advir disto são os arrestos nas nossas contas”. (Fonte: UERJ Resiste)

Frente a essa conjuntura que assombra os alunos da UERJ, sobretudo os cotistas, o Conselho Universitário se pronunciou nessa sexta-feira, 16 de dezembro de 2016, através de uma nota publicada no site da universidade, dizendo que não há condições de o atual governador, Luiz Fernando Pezão e seu vice, Francisco Dornelles, continuarem a gerir o Estado e, defendem novas eleições para governador.




Tópicos relacionados

Crise no Rio de Janeiro   /    UERJ   /    Educação   /    Rio de Janeiro

Comentários

Comentar