Educação

CRISE NA UERJ

UERJ: 2016.1 que ainda não começou

Guilherme Hamilton dos Santos Silva

Estudante de Historia UERJ

quarta-feira 24 de agosto| Edição do dia

A olimpíada se foi, e para o Rio de Janeiro não turístico, infelizmente, tudo continua na mesma, a UERJ com datas prevista de retornos as aulas dia 23/08/2016 teve mais uma vez seu calendário adiado, o reitor Ruy Garcia alega que o motivo do adiamento seria pela contratação atrasada da empresa de limpeza somente no dia 17 de agosto, com o repasse do governo do estado de R$ 13 milhões em caráter emergencial.

Mas não podemos esquecer que o problema da UERJ é bem mais enraizado, por exemplo essa nova licitação se tornou necessária após o não pagamento de 5 meses de salário das funcionárias terceirizadas da antiga empresa a Construir e a demissão sumária de todas elas sem nenhum salário pago. Isso seguido da falta de repasse para a universidade que fez as três categorias entrarem em greve, técnicos, professores e alunos por melhores condições de estudo e trabalho, esses problemas se estendem a todos os campos da UERJ e também ao Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) e o Colégio de Aplicação da UERJ (CapUERJ), que também estão com as aulas atrasadas, pois os não há condições de retornar sem a presença dos técnicos no colégio.

O governo do estado continua atacando a educação, enquanto se investe em olimpíadas e dá isenções milionárias ás empresas. Aos estudantes da UERJ resta apenas esperar, esperar que este governo cumpra com os acordos feitos para que haja condições para funcionamento na universidade, ou seja que seja feito os repasses de cinco parcelas de R$10 milhões, ao mesmo tempo que ouve da Secretaria Estadual da Fazenda, que não há recursos garantidos para qualquer instituição e que a prioridade agora é garantir os pagamentos dos servidores da ativa, além dos inativos e pensionistas. Os mesmos servidores que vem sofrendo com atrasos e parcelamentos de salários. Mas de uma coisa, não se pode questionar, realmente para o governo do PMDB, a educação nunca foi prioridade.




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