Política

GOLPE E PRIVATIZAÇÃO

"Tudo o que for possível tem que ser privatizado", diz o golpista Chequer

Após apoiar o golpe de setembro de 2016 e com isso se tornou uma das principais figuras do reacionarismo racista, LGBTfóbico e machista da direita brasileira. Mas para os golpistas, a cara do governo não importa. O que importa de verdade é uma nova cara pro Regime brasileiro que consiga vender tudo o que for possível.

Leticia Parks

São Paulo

quinta-feira 14 de dezembro de 2017| Edição do dia

O Ex-líder do Vem Pra Rua, anunciou hoje sua filiação ao NOVO e, em entrevista ao canal em.com.br, afirmou que "Tudo o que for possível tem que ser privatizado".

A filição vem acompanhada de uma pré candidatura a Governo do Estado de São Paulo, para a qual Chequer propõe uma prévia de programa que inclui a venda de tudo o que são empresas e serviços públicos.

Na sua conta do twitter, defende posições anticorrupção e pró privatização, tendo passado as últimas semanas se dedicando a defender a Reforma Política:

Para alguém que acredita que a compra de políticos é um problema, precisa explicar porque faz sentido que as eleições sejam concorridas através de financiamento privado. Não encaixa, verdade?

Mas o que encaixa é seu alinhamento privatista. E isso encaixa nele, no PSDB, no PMDB e em toda a direita golpista que em setembro/2016 defendeu a família (heterossexual, branca, patriarcal, proprietária) enquanto sequestrava nosso direito ao voto. A política por trás do golpe e que unificou toda a elite nacional e a burguesia imperialista foi e continua sendo o lucro que pode vir da privatização e da venda dos recursos públicos de nosso país.

Em resumo, significa generalizar a terceirização, a jornada intermitente e outros absurdos da Reforma Trabalhista para todos aqueles que, até hoje, ainda não tinham sido submetidos à precarização do trabalho, que já atingia boa parte dos quase 60% de negros de nosso país, que vivem em condições subhumanas e semi-escravas.

Conclui-se então que O Partido NOVO de Rogerio Chequer não defende nada que seja realmente novo. Talvez um vício que venha do mundo da moda: renovar o velho e chamar de retrô. Nesse caso, a precarização do trabalho e a nulidade de direitos para os mais pobres.

Fonte da foto: Pragamtismo Político




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