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Tucanos seguem divididos em relação a defender ou não o golpista Temer

Após denúncia de corrupção passiva contra Temer na segunda-feira, 26, apresentada pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, parte da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados está se movimentando para a saída do governo.

quarta-feira 28 de junho| Edição do dia

A votação da admissibilidade ou ainda, o reconhecimento de que a denúncia contra Temer é verdadeira, não deverá ter o apoio em bloco da legenda do PSDB no plenário da Câmara. Para ser aprovada a solicitação para instauração do processo contra Temer é necessário que 342 dos 513 deputados votem favoráveis.

Dos 46 integrantes do PSDB, 15 deputados já afirmaram que votarão pela admissibilidade da denúncia contra Temer, o restante prefere não opinar a respeito. O deputado Eduardo Barbosa (MG) afirmou: "Vou votar favoravelmente. Não cabe à Câmara dos Deputados impedir a admissibilidade (da denúncia). O PSDB precisa de uma atitude independente em relação ao governo Temer".

O líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), disse que avisou a cúpula do partido de que vai consultar a bancada e votará com a maioria. A interlocutores, porém, ele sinalizou que não pretende articular nenhum movimento em defesa do Planalto.

Mudança de cenário

Da última executiva nacional do PSDB, aparentemente a situação do partido em relação ao golpista Temer mudou. O deputado Silvio Torres (SP), secretário geral do PSDB e aliado ao governador Geraldo Alckmin reconheceu que a situação não é mais a mesma.

Segundo a Agência Estado houve ainda deputados que disseram, em caráter reservado, que a saída do partido do governo é "uma questão de tempo". Tudo isso parece ter acontecido após declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contrários a Temer.

Existe ainda dentro do PSDB uma ala favorável a Temer. Essa ala "pró-permanência" no governo tem ainda o reforço do Instituto Teotônio Vilela, braço teórico do PSDB que é presidido pelo suplente de senador e ex-secretário estadual José Aníbal (SP).

Em uma "carta de formulação e mobilização política" divulgada ontem, o instituto disse que a eventual queda de Temer atende "às preces dos narradores do petismo".

O mesmo documento faz coro com a defesa de Temer e afirma que não há, pelo menos por ora, "uma prova inconteste, uma evidência acachapante ou um depoimento irrefutável que leve a uma condenação inequívoca". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nada se pode esperar da direita reacionária desse país que apoiou o golpe institucional, mesmo que uma parte dela agora se coloque contra Temer. Essas reviravoltas do PSDB atendem aos seus interesses e cada deputado age de acordo com seus interesses.

Tomemos a greve geral do dia 30 nas nossas mãos para a derrubada de Temer e para que comecemos uma movimentação que não se esgote até a retirada desses corruptos e de Temer. Vamos mudar as regras do jogo desse sistema falido.




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