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Tuberculose: uma doença que avança e mata pelas favelas do Rio

terça-feira 17 de outubro| Edição do dia

Foto: Douglas Shineidr / Jornal do Brasil

A situação de miséria e o abandono completo da promoção de saúde no Estado do Rio de Janeiro mostra seus avanços de várias maneiras, dentre elas pelo avanço da tuberculose nas favelas, principalmente nas mais populosas e pobres. Enquanto Sérgio Cabral promovia seus amigos donos de empresas médico-hospitalares no Rio de Janeiro, decretando estado de calamidade e abrindo espaço para o contrato com empresas dispensando a licitação, o povo carioca ficou à deriva.

Mas, a saúde não está em isolado: ela se conecta intimamente com outras questões relacionadas à uma vida digna, como por exemplo saneamento básico, alimentação adequada e de qualidade e direito à moradia. Por isso, a tuberculose, não é apenas uma doença, ela é um indicativo de qualidade de vida de determinada população. A tuberculose tem sua causa não só na falta de saúde ou na contaminação em si, mas como todas as demais doenças, ela tem um personagem predileto: os negros, os trabalhadores e os pobres da favela.

No mundo, os países com as maiores taxas de incidência são da Índia, Indonésia, China, Nigéria, Paquistão e África do Sul. Não é um mero acaso que sejam justamente os países chamados "subdesenvolvidos", que servem historicamente como fonte de exploração brutal de mão de obra ou de riquezas naturais. Não é apenas uma coincidência que sejam as populações pobres, mais exploradas, com piores condições de acesso à saúde, moradia e educação.

Veja abaixo um infográfico que mostra informações importantes sobre a tuberculose e a população afetada por ela:

As favelas do Rio de Janeiro são as mais afetadas pela tuberculose, assim como as populações mais marginalizadas, como pessoas em situação de rua e encarceradas. Ela coloca um retrato de uma série de situações que tais pessoas são expostas: ambientes insalubres, casas estruturalmente inadequadas, alimentação inadequada ou praticamente inexistente, assistência à saúde precarizada. É preciso combater todas essas fragilidades de fundo, que são de fato o que agudiza ainda mais a situação dos pobres, negros e moradores de favela. Apenas habitação adequada para todos, uma alimentação balanceada e acessível e assistência médica, principalmente preventiva, eficaz, gratuita e de qualidade.




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