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ELEIÇÕES EUA

Trump viaja ao México para se reunir com Peña Nieto

O candidato republicano que tanto ofendeu o México e os migrantes, planeja viajar nesta quarta para se encontrar com Peña Nieto, horas antes de dar seu discurso sobre imigração em Arizona. Segundo El Universal, o encontro será privado

quarta-feira 31 de agosto| Edição do dia

The Washington Post publicou nesta terça 30 que havia negociações entre os organizadores da campanha de Donald Trump e a diplomacia mexicana. Estavam pendentes questões de segurança e logística.

Peña Nieto havia convidado Trump para que visitasse México, os assessores de campanha de Trump deram o sim durante o fim de semana, e agora tratam de concretizar a viagem esta mesma semana, segundo havia informado o periódico americano.

Isto é congruente com a morna e conciliadora posição oficial do governo mexicano ante os discursos xenófobos do magnata hoje candidato presidencial do partido republicano.

Mesmo assim, funcionários da Presidência confirmaram que na sexta passada Enrique Peña Nieto convidou a ambos candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton e Donald Trump, na data a combinar. Via twitter, a assessoria da presidência confirmou que a reunião com o candidato republicano ocorrerá nesta quarta-feira 31 de agosto, em particular.

É evidente que o presidente do México, ganhe quem ganhar nas eleições presidenciais americanas, quer deixar muito claro que é fiel aplicador dos desígnios de Washington. A pressa e aprovação das reformas estruturais é uma clara mostra disso, assim como a guerra sem quartel contra o magistério que enfrenta a reforma educativa e o desdobramento do Plano Fronteira do Sul para impedir que os imigrantes latino americanos cheguem aos Estados Unidos.

As razões de Trump

A questão da imigração é um dos pontos fracos de Trump: tantos insultos, ofensas, discursos xenófobos o posicionaram muito mal diante do eleitorado latino, que é um ator com peso próprio nos comícios americanos.

A semana passada, o magnata anunciou que “suavizará” sua postura a respeito das deportações em massa, uma declaração que não foi do agrado de seus aliados mais conservadores. Agora, em seu discurso em Arizona, Trump explicará sua postura diante da imigração “ilegal”.

De acordo com colaboradores de Trump, ele ratificará sua determinação de construir um muro na fronteira para evitar que novos migrantes sem registro penetrem no território americano e de deportar de imediato quem possua registro legal no gigante do norte, mas tenham cometido crimes.

A respeito dessa última proposta, recordemos que a polícia americana tem “metas” para cumprir de abordagens e prisões, às quais latinos e afroamericanos estão mais expostos a todo tipo de abuso policial, e a ir ao cárcere tão somente por possuir um farol danificado no veículo ou passar um semáforo vermelho. Nessa magnitude são os “crimes” que pode considerar o governo americano como suficiente para deportação.

A incógnita, segundo a imprensa internacional, é qual será sua política a respeito da maioria dos 11 milhões de migrantes ilegais que fincaram raízes nos Estados Unidos e se subordinam as leis desse país, no caso de que ganhe a presidência.

Nada de bom fará para os imigrantes, como nada bom podem esperar de Hillary Clinton, que manteve uma posição anti-imigrante quando foi senadora, e continuará a política de Obama: dar um respiro a um setor dos imigrantes, com permissões de trabalho temporárias, enquanto seguem pregando a militarização da fronteira e a criminalização de outro amplo setor de imigrantes.

Trump viaja ao México para se reunir com Peña Nieto

O candidato republicano que tanto ofendeu o México e os migrantes, planeja viajar nesta quarta para se encontrar com Peña Nieto, horas antes de dar seu discurso sobre imigração em Arizona. Segundo El Universal, o encontro será privado

The Washington Post publicou nesta terça 30 que havia negociações entre os organizadores da campanha de Donald Trump e a diplomacia mexicana. Estavam pendentes questões de segurança e logística.

Peña Nieto havia convidado Trump para que visitasse México, os assessores de campanha de Trump deram o sim durante o fim de semana, e agora tratam de concretizar a viagem esta mesma semana, segundo havia informado o periódico americano.

Isto é congruente com a morna e conciliadora posição oficial do governo mexicano ante os discursos xenófobos do magnata hoje candidato presidencial do partido republicano.

Mesmo assim, funcionários da Presidência confirmaram que na sexta passada Enrique Peña Nieto convidou a ambos candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton e Donald Trump, na data a combinar. Via twitter, a assessoria da presidência confirmou que a reunião com o candidato republicano ocorrerá nesta quarta-feira 31 de agosto, em particular.

É evidente que o presidente do México, ganhe quem ganhar nas eleições presidenciais americanas, quer deixar muito claro que é fiel aplicador dos desígnios de Washington. A pressa e aprovação das reformas estruturais é uma clara mostra disso, assim como a guerra sem quartel contra o magistério que enfrenta a reforma educativa e o desdobramento do Plano Fronteira do Sul para impedir que os imigrantes latino americanos cheguem aos Estados Unidos.

As razões de Trump

A questão da imigração é um dos pontos fracos de Trump: tantos insultos, ofensas, discursos xenófobos o posicionaram muito mal diante do eleitorado latino, que é um ator com peso próprio nos comícios americanos.

A semana passada, o magnata anunciou que “suavizará” sua postura a respeito das deportações em massa, uma declaração que não foi do agrado de seus aliados mais conservadores. Agora, em seu discurso em Arizona, Trump explicará sua postura diante da imigração “ilegal”.

De acordo com colaboradores de Trump, ele ratificará sua determinação de construir um muro na fronteira para evitar que novos migrantes sem registro penetrem no território americano e de deportar de imediato quem possua registro legal no gigante do norte, mas tenham cometido crimes.

A respeito dessa última proposta, recordemos que a polícia americana tem “metas” para cumprir de abordagens e prisões, às quais latinos e afroamericanos estão mais expostos a todo tipo de abuso policial, e a ir ao cárcere tão somente por possuir um farol danificado no veículo ou passar um semáforo vermelho. Nessa magnitude são os “crimes” que pode considerar o governo americano como suficiente para deportação.

A incógnita, segundo a imprensa internacional, é qual será sua política a respeito da maioria dos 11 milhões de migrantes ilegais que fincaram raízes nos Estados Unidos e se subordinam as leis desse país, no caso de que ganhe a presidência.

Nada de bom fará para os imigrantes, como nada bom podem esperar de Hillary Clinton, que manteve uma posição anti-imigrante quando foi senadora, e continuará a política de Obama: dar um respiro a um setor dos imigrantes, com permissões de trabalho temporárias, enquanto seguem pregando a militarização da fronteira e a criminalização de outro amplo setor de imigrantes.




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