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Trump sofre mais uma derrota: retira sua reforma da saúde

sábado 25 de março| Edição do dia

O mandatário, junto ao presidente da Câmara dos Representantes Paul Ryan, não conseguiu alcançar um consenso dentro de sua própria bancada para conseguir os votos suficientes que permitiram a aprovação de sua proposta, pelo que finalmente cancelaram a votação e retiraram definitivamente o texto.

Depois de intensas negociações e poucos minutos antes de começar a votação prevista, Ryan telefonou ao reacionário presidente norteamericano para comunicar que seguiam sem ter apoios suficientes e que por isso propunha a retirada definitiva do projeto de votação. Trump aceitou.

Ryan disse que recomendou tirar o projeto da Câmara porque não tinha os votos para aprová-lo em acordo com Donald Trump. “Não vou suavizar. Este é um dia decepcionante para nós,” disse Ryan em um comunicado de imprensa, no qual sustentou que seus companheiros republicanos estão experimentando as “dores de crescimento” de passar de um partido de oposição a um de governo.

“Estávamos a ponto de conseguir uma ambição que todos tivemos durante sete anos e não conseguimos”, concedeu o líder republicano ante a imprensa. Ryan prometeu seguir trabalhando para “melhorar a vida das pessoas”, derrubar e substituir o atual sistema de saúde.

“Aprendemos muito sobre a lealdade e aprendemos muito sobre o processo de conseguir votos,” disse Trump a jornalistas na Casa Branca e, apesar de os Republicanos controlarem a Câmara e o Senado, o mandatário responsabilizou os democratas, que também se opuseram ao projeto.

Por sua parte, os democratas celebraram o fracasso republicano e asseguraram que o desenlace de hoje foi uma “vitória para o povo norteamericano”, como disse a líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi.

O cancelamento do chamado “Obamacare” foi uma das principais promessas dos republicanos e do próprio presidente Trump durante sua campanha presidencial. Este revés se soma à recente derrota judicial do veto migratório anti-muçulmano e deixa o presidente em uma situação de debilidade que põe em dúvida sua capacidade para avançar com outras medidas chave, como os cortes impositivos e o impulso ao gasto em infraestrutura.




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