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Trump quer acordo de livre-comércio para deixar Brasil de joelhos com ajuda de Bolsonaro

quarta-feira 31 de julho| Edição do dia

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, disse que o Brasil vai trabalhar para firmar um acordo mais "ambicioso e abrangente" possível com os Estados Unidos. Esta é mais uma parte do entreguismo inerente ao governo de Bolsonaro, capacho dos americanos.

Em troca de aceitarem a indicação do filho Eduardo como embaixador e bajulador oficial de Trump, Bolsonaro é capaz de tudo - como ficou claro com a venda à preço de banana da maior parte da segunda maior empresa estatal do País, a BR distribuidora.

Para negociar estes acordos, nesta semana, o secretário de Comércio Exterior dos Estados Unidos, Wilbur Ross, está no Brasil e vai se reunir nesta terça com Troyjo, o ministro da economia, Paulo Guedes, e o presidente Bolsonaro.

Segundo o secretário, o governo brasileiro manifestará no encontro o desejo por uma agenda comercial abrangente com os EUA, envolvendo conversas sobre temas tarifários e não-tarifários, além de investimentos e infraestrutura, o que significa na prática mais subordinação das relações comerciais do Brasil em relação ao imperialismo - junto com o vergonhoso papel totalmente submisso que o Brasil cumpre no conflito comercial dos EUA com a Venezuela.

Este tipo de acordo só pode beneficiar os EUA com menos tributos para importações. Nesse caso, o acordo teria de ser fechado via Mercosul, como foi o com a União Europeia, anunciado no fim de junho. Ele é parte da disputa contra a União Européia, que apostou no acordo UE-Mercosul para tentar impor uma tripla dependência do Brasil, como abordamos em outro artigo neste site.

Troyjo ressaltou que a redução de tarifas deve ser implementada de forma gradual para dar tempo das reformas planejadas pelo governo aumentarem a competitividade da produção nacional, Desta forma fica clara que as reformas aplicadas pelo governo tem como pano de fundo uma barganha dos países imperialistas de descarregar nas costas dos trabalhadores a crise capitalistas e quem quem sabe salvar seus negócios.

O governo brasileiro subordinado ao capital segue atacando nossos direitos com a Reforma trabalhista e a Reforma da Previdência para atrair investidores e seguir pagando a divida publica que é um verdadeiro roubo aos trabalhadores. Do ponto de vista dos trabalhadores, é fundamental rechaçar este acordo comercial que aprofundará a dependência do país, e mobilizar-se contra ele - junto à isso, opor-se aos ataques econômicos que Bolsonaro impõe aos trabalhadores que vieram no intuito de permitir a exploração de nossa mão-de-obra pelas empresas estrangeiras.

Leia também: Entenda por que não pagar a dívida pública em 8 pontos 




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