Economia

IMPERIALISMO PROTECIONISTA

Trump isenta empresários Yankees e aumenta taxa sobre alumínio e aço de Brasil e México

segunda-feira 5 de março| Edição do dia

Nenhum país fornecedor de aço e alumínio será isento das tarifas sobre a importação, que terão uma sobretaxa de 25% para o aço e 10% para o alumínio. Para algumas empresas haverão isenções “para que os negócios possam avançar”.

O Brasil, segundo país que mais exporta aço para os EUA, pode ser muito afetado. Canadá e México, que são parceiros dos EUA em um tratado comercial, ameaçam retaliação caso Trump mantenha a imposição.

O anúncio foi feito por Peter Navarro, um dos principais assessores comerciais do presidente dos Estados Unidos, e não deu mais detalhes sobre os mecanismos de isenção. Entretanto, a decisão do presidente não tem consenso dentro do próprio partido.

O ministro brasileiro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, se reuniu com o secretário americano de Comércio, Wilbur Ross, na última terça (27), e ouviu do secretário que haverá possibilidade de recurso e que ainda estão previstas situações de isenção.

Temer deve esperar o anúncio formal da cobrança adicional antes de se posicionar. Por enquanto o posicionamento do governo brasileiro em relação às medidas de Trump é que as ameaças de represálias podem ser prejudiciais.

Trump tem desafiado comercialmente vários países, como os da União Europeia. A Inglaterra anuncia a possibilidade de “contra atacar” aumentando as tarifas de produtos norte-americanos importados para os britânicos.

A disputa comercial entre “os de cima” é mais um sintoma do capitalismo em crise, cuja conta pagam os trabalhadores, principalmente de países como o Brasil. O pagamento da dívida pública é o principal exemplo disso, já que esse dinheiro, usado para encher os bolsos dos banqueiros, é arrancado da saúde e da educação. Para que não sejam os trabalhadores e oprimidos a pagarem pela crise dos ricos, os imperialistas precisam ser caloteados.




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