Internacional

CRISE MIGRATÓRIA

Trump impede mãe de se despedir de filho à beira da morte

Em continuidade a sua política xenófoba, governo americano impede uma mulher, nascida no Iêmen, de entrar nos EUA para ver o filho que está internado com uma doença terminal.

quarta-feira 19 de dezembro de 2018| Edição do dia

Foto: Reprodução/CBS

Abdullah Hassan, um menino de dois anos que nasceu no Iêmen com uma doença neurológica rara, está internado em um hospital de Oakland, na Califórnia, há cerca de três meses. Ele e o pai, Ali Hassan, foram para os Estados Unidos para realizar o tratamento, com a expectativa de que a mãe, Shaima Swileh se juntasse a eles posteriormente.

Após a família ser informada pelos médicos que a doença está em estágio terminal, solicitaram um visto para que a mãe pudesse viajar com urgência ao Estados Unidos e pudesse ficar com seu filho em seus últimos momentos. Ali Hassan, que nasceu nos Estado Unidos, disse que "Ela só quer segurar a mão dele pela última vez".

Desde então, a família luta contra a absurda política de veto migratório de Trump, e pelo direito uma mãe ver seu filho pela última vez, antes que os aparelhos que o mantém vivo sejam desligados.

Shaima Swileh é natural do Iêmen, um dos países vítimas do veto migratório, que foi imposto por Trump e atinge também Irã, Coreia do Norte, Venezuela, Líbia, Somália e Síria, em grande parte países de maioria muçulmana.

O veto migratório, parte da política xenófoba de Trump, foi imposto pelo presidente Americano logo que assumiu o cargo em 2017, e foi validado pela suprema corte em junho deste ano.

Essa política já chegou ao absurdo de separar crianças de seus pais, presas em campos de detenção. Essa barbárie, também vivida em diversos países europeus, escancara uma crise migratória mundial como há muito não se via, mostrando que não há direitos humanos que sobrevivem frente a sede de lucros da burguesia.




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