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GUERRA COMERCIAL

Trump e China protagonizam disputa comercial que envolve taxação mútua de US$34 bilhões

sexta-feira 15 de junho| Edição do dia

Imagem: Mikhail Svetlov | Getty Images

O governo Trump anunciou hoje, sexta feira dia 15 de junho, que aplicará tarifas de 25% sobre US$50 bilhões de bens importados da China. Os impostos sobre 818 itens identificados pela secretaria de comercio da Casa Branca, no valor de US$34 bilhões de importações, entrarão em vigor dia 6 de julho. O governo propõem aplicar tarifas a outros 284 produtos que somam o valor de US$16 bilhões. Em 2016, os Estados Unidos importou US$478,8 bilhões da China com um déficit comercial de US$385 bilhões.

O governo chinês respondeu ao anúncio da nova política alfandegaria norte-americana dizendo que irá implementar tarifas contra os Estados Unidos na mesma escala e força e que todas as negociações anteriores entre os dois países estão invalidadas.

O alvo declarado da política alfandegária de Trump é o projeto “Made in China 2025” que visa desenvolver a indústria Chinesa nos moldes da chamada “indústria 4.0”. O plano chinês prevê o desenvolvimento em ramos como a indústria aeroespacial, automobilística, maquinário industrial, informática, robótica, e farmacêutica. Significaria uma competição direta por mercado com os Estados Unidos que, há muitos anos, protesta contra o que chama de políticas anticompetitivas por parte do governo chinês como, por exemplo, sua política monetária e o suposto roubo de propriedade intelectual. O diretor do conselho comercial de Trump, Peter Navarro, declarou que a China busca “dominar todos os ramos industriais emergentes do futuro.”

Leia Mais: Guerras comerciais e a vocação desestabilizadora de Trump

Essa medida do governo norte-americano consolida o recente acirramento na disputa comercial e geopolítica mundial que vem se desenhando ao longo do governo Trump e que voltou à tona na reunião da OCDE em Paris no começo do mês. O anuncio dessa ofensiva protecionista, uma semana após a cúpula do G7 no Canada onde Trump reforçou sua postura nacionalista e apenas três dias após o encontro entre Donald Trump e Kim Jong Un em Cingapura, demonstra um tensionamento imperialista de Washington em conflito direto com a China dentro do cenário de “guerra comercial” que Trump veem deflagrando.




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