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Trump despediu a fiscal geral por se negar a defender o veto a imigrantes e refugiados

Sally Yates disse na noite de segunda que o Departamento de Justiça não defenderia nos tribunais o decreto de Trump que suspendeu durante 120 dias o ingresso de refugiados no país, proibiu por tempo indeterminado a entrada de refugiados sírios e freou por 90 dias as viagens de cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão e Yemen.

terça-feira 31 de janeiro de 2017| Edição do dia

Segundo expressou a Casa Branca em um comunicado: "Yates traiu o departamento de Justiça ao se negar fazer ser cumprida uma ordem designada para proteger aos cidadãos dos EUA".

Yates é uma fiscal da era do ex presidente Barack Obama e seguia no cargo a espera de que o Senado Estadunidense confirme o nomeado de Trump para a Fiscalização Geral, o senador republicano Jeff Sessions.

Trump nomeou a nova fiscal geral interina, Dana Boente, até agora fiscal para o distrito de Virgínia.

A Casa Branca assinalou também que "Tem chegado o momento de nos colocarmos sérios para proteger o nosso país. Impor uma fiscalização mais dura a indivíduos que viajam deste sete países perigosos não é o extremo. É algo razoável e necessário para proteger a nosso país". O comunicado agrega que Yates "é uma pessoa designada pelo governo de Obama que é débil nas fronteiras e é muito débil na imigração ilegal".

Segundo disse Yates em uma carta dirigida aos advogados e fiscais do Departamento de Justiça, Yates disse não estar "convencida" de que a ordem executiva de Trump fosse legal, porque lhes ordenava não defende-la frente as demandas interpostas contra ela.

Boente por sua parte se declarou "honrada" de servir Trump após a confirmação de Sessions. "Defender-lhe e há de cumprir as leis de nosso país para assegurar que nossa gente e nosso país estejam protegidos", disse.

[VÍDEO]: Repúdio unânime a Trump




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