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Trump adia o aumento de tarifas para a China

O presidente dos EUA informou um novo adiamento da alta das tarifas para importações chinesas, previsto para sexta dia 1 de março. O mandatário sustenta que houve avanços nas negociações.

segunda-feira 25 de fevereiro| Edição do dia

O presidente Donald Trump anunciou que vai postergar o aumento das tarifas contra produtos chineses por U$ 200 bilhões prevista para entrar em vigor no dia 1 de março.

O mandatário republicano assinalou através de sua conta no Twitter que a decisão de adiar o incremento das tarifas de 10 para 25% para importações chinesas se deve ao avanço substancial" na rodada de negociação comercial entre os dois países celebrada em Washington.

"Me agrada informar que os Estados Unidos tenham conseguido um avanço substancial em nossas conversas com a China sobre importantes temas estruturais, incluindo proteção de propriedade intelectual, transferência de tecnologias, agricultura, serviços, moeda e muitos outros temas", declarou Trump em uma série de mensagens no Twitter.

"Como resultado dessas conversas produtivas - comunicou o mandatário em sua mensagem - estarei adiando a alta de tarifas agora previstas para o dia 1 de março".
O presidente dos Estados unidos ainda acrescentou "estaremos planejando uma cúpula entre o presidente Xi Jinping e eu, em Mar-a-Lago, para concluir um acordo. Um muito bom fim de semana para Estados Unidos e China!".

Xi também emitiu uma mensagem positiva em uma carta que o vice Primeiro Ministro da China, Liu He, entregou a Trump.

Os negociadores de todos os países se reuniram na quarta passada (20) em Washington. A rodada de negociação da semana passada, entre a delegação estadunidense encabeçada pelo Representante de Comércio Exterior, Robert Lighthizer, e a chinesa, liderada pelo vice Primeiro Ministro Liu se estendeu por dois dias ante o otimismo mostrado por ambas as partes.

O anúncio de Trump implica estender a trégua acordada pelo mandatário republicano e Xi no fechamento do G20. Mas seguramente as tensões entre ambos os países seguiram, e por trás dos choques comerciais há uma disputa pela supremacia tecnológica e pelos espaços mundiais de acumulação de capital.

Toda a elite econômica dos Estados Unidos pretende maiores liberdades para o investimento das corporações norte-americanas na China e maior abertura de seus mercados, assim como também o fim do "roubo" de patentes.




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