Política

"TROPEÇO" DO GOLPISTA

“Tropeço na democracia” é o que significou o golpe para Lewandowski

Ministro do STF que presidiu a fase final do impeachment disse para seus alunos da faculdade de direito da USP que processo foi um “tropeço na democracia” que se repete na história brasileira.

quinta-feira 29 de setembro de 2016| Edição do dia

Nessa quarta-feira, 28, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski que presidiu a última fase do processo de impeachment, classificou o golpe como um “tropeço na democracia”, segundo ele fruto do presidencialismo de coalizão e encerrou novamente um ciclo que se repete há cada 25 ou 30 anos em que há vacilos na democracia.

Lewandovski apesar de aparentar questionar o golpe, usa suas palavras como se não tivesse feito parte do processo e tenta limpar a barra do judiciário que foi um dos grandes orquestradores do golpe institucional. Não podemos esquecer o papel que cumpriu o judiciário, passando de árbitro a agente do golpe, colocando a lava-jato como imparcial, mas julgando e condenando com bastante parcialidade, utilizando de métodos ilegais e deixando diversos partidos da ordem livres de qualquer ameaça. Tentam agora se afastar das figuras dos golpistas para assim concluir de vez o processo do golpe, aparentando legitimidade e imparcialidade.

Mas o que Lewandovski não diz é que não houve apenas “tropeços” no processo que culminou no golpe institucional, houve ilegitimidade, e o golpe se consumou tendo a burguesia como sujeita, para que no momento de crise capitalista siga lucrando com a vida dos trabalhadores e consiga aprofundar ainda mais as reformas trabalhistas, na educação, na previdência, os ajustes fiscais e cortes nos direitos básicos da população. O golpe não é um detalhe na nossa democracia, é um marco de um processo que se abre de duros ataques à vida dos trabalhadores e da juventude como já podemos ver nesses poucos dias de governo golpista.




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