Sociedade

TRAGÉDIA CAPITALISTA

Três pessoas morrem no Rio após chuvas e Crivella se isenta de responsabilidade

quinta-feira 15 de fevereiro| Edição do dia

Uma casa desabou em Quintino, na zona norte, provocando a morte de um homem e de uma mulher, Marcos Garcia, 59, e Judina Magalhães, 62. A terceira vítima foi Nilcimar dos Santos, 48, que foi atingido por uma árvore na rua Recife, em Realengo, também na zona oeste.

A mídia, que também tenta acobertar a culpa do governo, diz que "três pessoas morreram por causa da chuva" que atingiu o Rio entre a noite desta quarta-feira, 14, e a madrugada desta quinta-feira, 15. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), que está na Europa, escreveu em sua página no Facebook que "está acompanhando a situação". Mais uma vez vidas são rifadas e o governo de Crivella e a mídia buscam culpabilizar as chuvas, ocultando sua responsabilidade.

Um trecho da ciclovia Tim Maia, entre São Conrado e Barra da Tijuca, na zona sul, desabou perto da saída do Túnel do Joá em consequência da baixa qualidade no investimento em obras públicas após as fortes chuvas. Funcionários da prefeitura do Rio dirigiram-se ao local para interditar a via. Em 2016, uma ressaca derrubou um trecho da mesma ciclovia, matando duas pessoas. Desta vez, não há informações sobre vítimas.

A zona norte é uma das mais atingidas pela tempestade - a outra foi a zona oeste. Falta luz em parte da capital fluminense e há engarrafamentos nas principais vias expressas.

Em meio a chuva e dos fortes ventos, um dirigível caiu sobre a via férrea e interrompeu o tráfego de trens no ramal de Santa Cruz. A Avenida Brasil está com trânsito interrompido no sentido centro por causa da queda de uma árvore e de um painel publicitário, na altura de Ramos, na zona norte.

A Linha Vermelha chegou a ter seu trânsito interrompido e a Linha Amarela está alagada, na altura da Abolição, na zona norte Os BRTs Transcarioca e Transoeste operam com problemas.

Há informações sobre alagamentos e desabamentos. O 9º BPM, em Rocha Miranda, na zona norte, teve seu pátio alagado, assim como diferentes trechos da cidade. O Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na zona oeste, também foi invadido pela água.

As chuvas são declaradas nesse período do ano em todo o país, mas os governos não estão nenhum pouco preocupados com a população. Crivella é responsável pelo caos gerado na cidade do Rio de Janeiro esta madrugada, assim como pelas mortes que ocorreram, que poderiam ser evitadas se a população tivesse garantido o direito de moradia digna e segura na cidade.

foto Paulo Nicolella / Agência O Globo ; Fabiano Rocha




Tópicos relacionados

Marcelo Crivella   /    Sociedade   /    Rio de Janeiro

Comentários

Comentar