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Transporte segue precário enquanto Alckmin mantém trens novos apodrecendo

sexta-feira 22 de setembro| Edição do dia

Andar de trem na cidade de São Paulo não é tarefa fácil: superlotação, atrasos e condições precárias marcam a vida do paulistano nas linhas de trem e metrô. Diante dessa situação o governo de São Paulo (PSDB) traz em suas promessas de campanha a ampliação das linhas e do número de trens, o que se tornou mais um projeto marcado por atrasos e aumento de custos.

Essa quinta feira (22/09) uma reportagem da Folha de São Paulo trouxe a tona a denúncia de que cerca de 80 vagões (que equivalem a 10 trens) estão abandonados no terreno da fabricante CAF, em Hortolândia. O governador Geraldo Alckmin atribui o atraso à fase de testes dos trens antes da entrada em circulação.

Duas empresas são responsáveis pelo serviço, a coreana Hyundai e a CAF, o contrato inicial custou ao estado 2 bilhões de reais, no entanto dos 65 trens apenas 18 estão em uso, o que afeta diretamente o transporte de mais de 1 milhão de pessoas. Ambas as empresas são alvo em processos de corrupção e demonstram a real face do governo estadual em fechar contrato com as mesmas, escancarando também a face da mídia e da justiça brasileira que blinda e se esforça para esconder e mascarar processos que envolvem seus aliados, como o trensalão tucano.

A promessa de contrato implicava na entrega dos 65 trens até o final de 2017 já que o governador Geraldo Alckmin tem pressa em se estabelecer e disputar as eleições presidenciais pelo partido em 2018. No entanto, o ritmo de andamento do processo de testes está muito aquém ao esperado, estima-se que apenas em 2019 as linhas seriam entregues, caso não haja nenhuma alteração contratual.

A partir desse cenário vê se que enquanto as empresas e o governo batalham na defesa dos próprios interesses a população, sobretudo das regiões mais afastadas e precarizadas, continua sofrendo nas condições péssimas de serviço e trabalho. O caso vai em confluência direta com o projeto de privatização que o PSDB quer fazer avançar no estado e na cidade de São Paulo, que tem como objetivo o lucro dos empresários e a manutenção do Caixa 2. A concretização das novas linhas e o número de trens que prometem ser ampliados se torna cada vez mais distante e dependente do jogo de contratos o que afeta cada vez mais diretamente quem depende dos serviços.

foto: Joel Silva/Folhapress




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