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CORONAVÍRUS

Tragédia silenciosa: até maio, são 15 mil mortes a mais em casa que ano passado

Enquanto as mortes oficiais ultrapassam 50 mim, alguns dados ficam obscurecidos nessa pandemia, como o fato que nos primeiros 5 meses desse ano o número de mortos em casa aumentou em 15 mim em relação ao ano passado. Dessas, menos de mil entraram nas contas oficiais de Covid.

terça-feira 23 de junho| Edição do dia

Hospitais lotados, ambulâncias que não chegam, falta de informação. Tal situação gera um número alarmante que passa batido das estatísticas oficiais: entre janeiro e maio, o número de óbitos em domicílio foi de 97162, contra 81209 no mesmo período do ano passado, segundo dados do Portal da Transparência. Um aumento de 19%, ou cerca de 15 mil mortos. No entanto, apenas 997 destes tinha Covid no atestado de óbito.

Ainda que não possamos automaticamente afirmar que os outros 14 mil mortos eram de coronavírus, uma grande parte era. Mortos que poderiam ter ficado vivos se tivessem testes, mortos que poderiam ter ficado vivos se não tivessem sido orientados a voltar para casa por falta de vagas, mortos que acabaram desistindo de ir ao hospital por tamanha o caos no sistema de saúde.

Além das mortes diretas por coronavírus, temos também as indiretas. Com um SUS precarizado, muitos hospitais pararam de oferecer tratamentos regulares para cuidar de pacientes de coronavírus. Com isso muitas mortes evitáveis ocorreram fruto da precarização do SUS. Agora, com as reaberturas, muitos prefeitos e governadores reservam ainda mais leitos para o coronavírus, prevendo um aumento nas infecções, sem dar nenhuma alternativa àqueles que ficarão sem seus tratamentos.

Por isso é necessário exigir testes massivos já para uma quarentena racional! Auxílio emergencial de 2 mil reais! Liberação já dos trabalhadores grupo de risco e contratação de profissionais! Por mais leitos e respiradores!




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