Mundo Operário

REFORMA TRABALHISTA

Trabalho intermitente: o filme de terror para os trabalhadores

segunda-feira 18 de dezembro de 2017| Edição do dia

Mais um post de facebook ganha destaque por mostrar um dos aspectos mais devastadores da Reforma Trabalhista: o trabalho intermitente. Dentre os muitos posts e denúncias que já viralizaram e que já noticiamos aqui e também aqui, por exemplo, destacamos mais este:

“Faxineira ganhando mil reais por mês para fazer limpeza no prédio da empresa, uma vez por semana, recebeu uma proposta espetacular com o prêmio de continuar com o emprego. Trabalho intermitente, a R$ 4,50 a hora. Como ela faz a limpeza em 5 horas, o salário dela ficará em torno de R$ 90,00. Melhor dar um tiro na cara de quem aprovou esta lei, ir para a cadeia e garantir 3 refeições por dia, coisa que esses 90 reais não garante.”

O discurso dos grandes meios de comunicação, porta-vozes eficientes dos patrões de todo o país, ainda pinta a aprovação da Reforma Trabalhista como medida necessária para gerar mais empregos, “modernizando” as relações de trabalho afirmando que não tocariam diretamente em direitos mais emblemáticos da CLT como férias e 13º salário, por exemplo.

No entanto, eis que a letra miúda do trabalho intermitente, introduzido como apenas mais uma modalidade de relação de trabalho veio para fazer terra arrasada dos direitos mais elementares e transformar em letra morta o direito à previdência, férias, 13º, descanso remunerado. Não à toa, a “modalidade” se transformou na nova queridinha entre os patrões no país.

Maquiando as estatísticas de desemprego, o pagamento por hora e somente quando for requisitado é a principal forma de desumanizar o trabalhador, reduzindo-o agora oficialmente apenas à tarefa que precisa cumprir. Como se ele não precisasse se alimentar, ter onde morar, ter o que vestir, sustentar uma família, ter direito ao lazer. Nenhuma dessas necessidades existe para o trabalho intermitente, este termina de por a pá de cal sobre direitos mais elementares e diretamente tratar como coisa quem trabalha. Ou seja, mais escravidão, mais miséria para a vida de quem faz o país girar.

Derrotar o governo golpista e suas reformas. Na Argentina os trabalhadores apontam o caminho

Na Argentina, seja nas verdadeiras batalhas campais travadas na rua contra a Reforma da Previdência de Macri que a tentar impor através da repressão, e na resistência aguerrida dos trabalhadores de Pepsico que em defesa dos seus empregos conseguiram impor obstáculos às tentativas de Macri de também aprovar uma Reforma Trabalhista, os trabalhadores argentinos não só dão exemplo como também podem se transformar um ponto de apoio fundamental para as lutas necessárias aqui no Brasil e, porque não, em todo o continente.

A Argentina mostra como é possível sim retomar aqui no Brasil o caminho para derrotar o golpista Temer, sua corja e suas reformas. E a primeira tarefa fundamental nesse sentido é tomar nas nossas mãos as ferramentas que hoje estão presas nas mãos das centrais sindicais, seja da Força Sindical, diretamente aliada de Temer, seja da CUT e CTB que com tanta traição e corpo mole atuam como cúmplices das medidas golpistas contra os nossos direitos.

Derrubar as reformas no Brasil e na Argentina! Nossas vidas valem mais que os lucros deles!




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