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Trabalhadores terceirizados protestam contra as demissões e calote das empresas na Unicamp

segunda-feira 27 de julho| Edição do dia

Hoje, trabalhadores de empresas terceirizadas da Unicamp se mobilizaram contra as demissões que sofreram sem direito ao FGTS, INSS além de terem os salários atrasados justamente na pandemia, momento em que aumentou o desemprego e a miséria em todo país.

Os trabalhadores denunciavam o calote que as empresas (Alternativa e Strategic) estavam dando ao não garantir seus direitos e salários após a demissão. A responsabilidade das demissões não é somente das empresas, mas da reitoria da Unicamp que as contrata, permitindo recontratações que sempre deixam os trabalhadores nas seguintes situações que hoje estão e abre espaço para a terceirização dentro da Universidade Pública.

Estudantes da Unicamp estiveram no ato em solidariedade, demonstrando que a luta dos trabalhadores é em conjunto com a dos estudantes. Pois o mesmo governo Bolsonaro que se vale de suas MPs para cortar jornadas, salários e suspender contratos na pandemia, impedindo demissões em massa, é aquele que tem com plano estender as privatizações nacionalmente, desmontando as Universidades Públicas, que acaba por precarizar as relações de trabalho e as oportunidades de ensino da imensa maioria jovem que também são estudantes.

E a mesma reitoria que negligência as demissões dos terceirizados está implementado por cima da decisão coletiva dos estudantes um EaD que não fornece mínimas condições para alunos pobres terem acesso às aulas, devido a falta de recursos financeiros e resistência psicológica em meio à pandemia.

Nós do Esquerda Diário prestamos total solidariedade e apoio ao ato realizado hoje pelos trabalhadores terceirizados e reivindicamos que toda a categoria seja efetivada sem concurso público, pois diariamente comprovam suas habilidades, para que seja de plena responsabilidade da Unicamp a garantia de seus empregos e direitos.




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