Internacional

CORONAVÍRUS E LUTA DE CLASSES

Trabalhadores ocupam escritório da direção de hospital no México

Trabalhadores do hospital General Adolfo Prieto de Taxco, em Guerrero, ocuparam os escritórios administrativos em protesto pela falta de insumos médicos e equipamento de biosegurança para atender os pacientes infectados pelo coronavírus.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

Segundo informam os próprios trabalhadores do hospital, 6 pacientes faleceram pelas doenças respiratórias agudas e devido a falta de insumos e equipamento para atendê-los. Outras três estão internadas, mas sem as medidas necessárias para seu cuidado. O hospital conta apenas com 60 camas, e para isolar possíveis contagiados possuem uma cama com uma estrutura de pvc precariamente instalada e coberta por plástico de forrar cadernos e apenas um respirador caseiro.

Diferentemente de outros poucos hospitais, este não recebeu uma equipe correspondente para estruturar o equipamento necessário para tratar pacientes infectados pelo Covid-19, já que é considerado como um hospital de segundo nível pelo seu tamanho, equipamento e pessoal.

Apesar da existência de casos de contágio na entidade, não é comparável à cifra nas cidades mais povoadas, e isso tem atuado contrariamente a qualquer existência de resposta eficaz do governo.

Segundo diversas mídias, denunciam ter solicitado informações e indicações ao governo estatal para enfrentar a pandemia a partir do seu setor, apoio que não foi recebido até agora.

Sem equipamento e sem capacitação, os trabalhadores da saúde estão enfrentando a crise sanitárias nas piores condições, a cegas e sem equipamento de proteção, quase como se os mandassem para a guerra sem fuzil.

Nos solidarizamos com as e os trabalhadores da saúde que hoje enfrentam na primeira linha a pandemia. Além disso, nos somamos à reivindicação de que o equipamento de biosegurança e os insumos médicos e sanitários necessários sejam garantidos para enfrentar a crise. Apesar das medidas implementadas pelo governo federal, o desabastecimento nos hospitais é um problema real que segue expondo a saúde dos trabalhadores, das suas famílias e dos usuários.

Para garantir um atendimento digno, em primeiro lugar, as e os trabalhadores da saúde precisam ter todos os direitos trabalhistas, incluindo um salário digno e sem cobrir jornadas extenuantes. O trabalho disponível com a saturação, deve ser dividido entre todos os trabalhadores disponíveis, sem redução salarial, com o direito a licença remunerada garantido.

Além disso, o dinheiro que o governo usa para pagar a ilegítima dívida externa deveria ser utilizado para financiar equipamento médico e insumos, que poderiam ser perfeitamente cobertos com o abastecimento da produção industrial mexicana, se as empresas priorizassem a fabricação de bens para enfrentar a pandemia no lugar de qualquer outro tipo.

Originalmente publicado no La Izquierda Diario Mexico.




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