Economia

CRISE

Trabalhadores informais chegam a 10 milhões no país.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

segunda-feira 22 de agosto| Edição do dia

Após uma queda desde 2012, o número de trabalhadores sem carteira assinada voltou a subir, mostrando uma das facetas cruéis da crise econômica capitalista para os trabalhadores. Esta proliferação de trabalhadores na informalidade representa uma saída que diversas pessoas estão procurando por conta do desemprego crescente.

Em todo o Brasil, são hoje cerca e 10 milhões de trabalhadores informais, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua compilados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. A quantidade de trabalhadores sem carteira assinada tem crescido nos últimos meses. No inicio deste ano, eram 9,7 milhões. De acordo com Tiago Cabral Barreira, pesquisar do Ibre e responsável pelo levantamento: ‘’São profissionais sem nenhum tipo e contribuição trabalhista e previdenciária’’.

Este é mais um dos reflexos da crise econômica capitalista, crise esta que sendo paga pelo os trabalhadores. Enquanto os grandes empresários e banqueiros estão lucrando milhões e os políticos estão vivendo com seu alto salário e diversas outras mordomias, milhares de pessoas estão com medo de entrar na estatística do desemprego e ter que enfrentar o aumento do preço do feijão, do arroz e do aluguel sem ter o seu principal sustento.

Neste momento de crise econômica, os grandes empresários e banqueiros estão procurando diversas formas de tornar precária a vida do trabalhador. Seja através de medidas que visam retirar direitos que o governo golpista de Michel Temer está planejando como a "reforma trabalhista e previdenciária", seja também através da PL 4330 e através do trabalho informal. São estas medidas que vão assegurar que os ricos aumentem a sua riqueza.

Enquanto isso, a CUT segue com a sua paralisia e não organiza nenhuma luta seria contra o governo golpista e os seus ajustes. Não faz isso, porque está atrelado ao PT e este partido que declarou querer ser uma ‘’oposição responsável’’, pois está tentando demonstrar para a burguesia que é uma alternativa viável. Do outro lado, temos a Força Sindical que está totalmente atrelada a este governo golpista e está trabalhando para que as demissões e os ataques passem.

É preciso um plano de luta contra as demissões, o trabalho precário e os ataques que estão por vir. Para nós, estas lutas tem que ir num sentido de impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que seja capaz de elaborar uma lei contra as demissões, mas também que tome medidas efetivas contra o trabalho precário.




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