Mundo Operário

#DAYWITHOUTIMMIGRANTS

Trabalhadores imigrantes paralisam McDonalds por todo EUA

McDonalds em todo o país fecharam devido aos protestos do #DayWithoutImmigrants (dia sem imigrantes).

sexta-feira 17 de fevereiro de 2017| Edição do dia

O McDonalds é conhecido por suas horríveis condições de trabalho e hiper-exploração dos seus funcionários mal pagos. A rede de fast food também é conhecida por sua comida que contribui significativamente para problemas de saúde como doenças cardiovasculares e obesidade. Ao redor do mundo, McDonalds é um ícone do imperialismo americano. Representando com sua mão de obra barata e lucros massivos para os capitalistas americanos.

Ao mesmo tempo, McDonalds é o lugar para conseguir um lanche à madrugada quando nada mais está aberto ou pegar uma refeição rápida durante o dia. E para muitas pessoas da classe trabalhadora, incluindo pessoas de baixa renda que vivem em lugares com poucas opções de alimentação, lanches do McDonalds são alimento básico (realidade nos EUA). O McDonalds alimenta cerca de 68 milhões de pessoas por dia, número que representa cerca de 1% da população mundial.

Na quarta-feira (15), muitos restaurantes McDonalds por todos os EUA estiveram fechados, pois imigrantes se recusaram a ir trabalhar.

Quarta-feira foi o dia em que houveram as mobilizações do #DayWithoutImmigrants (#DiaSemImigrantes), que fez muitos restaurantes ao longo do país fecharem as portas. Isso foi um efeito do movimento nacional contra Trump, que rejeita os planos de Trump para banimento de muçulmanos, a construção de um muro na fronteira com o México e a ofensiva de agentes de imigração contra pessoas sem documentos nos EUA. E apesar do Partido Democrata dizer que apoia os direitos dos imigrantes, eles ordenaram e permitiram milhões de deportações e prisões. Obama, particularmente, deportou mais imigrantes sem documento do que qualquer outro presidente.

O “dia sem imigrantes” encorajou trabalhadores imigrantes, filhos de imigrantes e apoiadores a não irem trabalhar, estudantes não irem às aulas e todos esses a não comprarem durante um dia, com o propósito de demonstrar o peso que os imigrantes tem nos EUA. Uma das companhias mais afetadas foi o McDonalds.

“Eu estava indo parar no McDonalds para o café da manhã, mas estava fechado.” Disse um usuário do Facebook, “Eu ouvi que está fechado porque esse é o dia que imigrantes não vão trabalhar como protesto contra a lei anti-imigração de Trump. Primeiramente fiquei confuso da razão de estar fechado. Agora estou em total apoio a qualquer coisa que vá contra Trump e sua laia.

A maior parte dos restaurantes McDonalds funcionou apenas pelo drive-through.

“Devido ao boicote imigrante nós tivemos falta de funcionários e nosso negócio está fechado. Nós estamos apenas atendendo no Drive Thru. Desculpem pelo inconveniente”.

De acordo com a CNBC, as venda trimestrais do McDonalds serão afetadas por esse fechamento. Em 2016, as vendas trimestrais foram maiores devido ao dia adicional bissexto e de uma alta nas vendas devido a possibilidade de descontos. Entretanto, dificilmente essa paralisação causará um significante impacto no faturamento de 24 bilhões de dólares. Esse valor é tão astronômico, que se McDonalds fosse um país, estaria entre as 100 maiores economias globais.

A mobilização do “dia sem imigrantes” demonstrou a força dos imigrantes como parte da classe trabalhadora para confrontar os conglomerados multinacionais como o McDonalds. Eles demonstraram que quando os trabalhadores se unem, nós podemos abalar e conter o crescimento do lucro capitalista. Os protestos também demonstraram a força da classe trabalhadora, força na qual devemos confiar. Não podemos depositar nenhuma confiança no Partido Democrata com seu recorde de milhões de deportações; só podemos confiar na nossa própria força como trabalhadores. Os protestos de quarta-feira nos mostra um caminho adiante para resistir às deportações de Trump, às deportações dos Democratas, lutando pelos direitos dos imigrantes e por um mundo sem fronteiras.




Tópicos relacionados

Trabalho Precário   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar