Sociedade

TRABALHADORES DA SAÚDE RJ

Trabalhadores fazem protesto no HUPE-UERJ pela vida dos profissionais da saúde

Trabalhadores do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ no Rio de Janeiro realizaram manifestação às 12h desta quarta-feira (20) pela vida dos profissionais da saúde.

quarta-feira 20 de maio| Edição do dia

Com o distanciamento social necessário, faixas, cartazes e cruzes nas mãos, os trabalhadores protestaram de maneira simbólica, homenageando e denunciando às mortes decorrentes da covid-19 e do descaso dos governos que, muito diferente do que dizem seus representantes em distintos níveis, não tem nenhum "plano de guerra" para o combate ao vírus.

Com cartazes pedindo mais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos terem segurança para trabalhar, testes massivos, mas também denunciando a sobrecarga de trabalho e o assédio moral, os trabalhadores também pedem por ampliação das equipes de trabalho para não haver mais sobrecarga, "trabalhador da saúde não é máquina!" dizia um dos cartazes. A demanda pela liberação de todos que sejam parte do grupo de risco também era parte das reivindicações.

No Rio de Janeiro, dos dez hospitais de campanha anunciados pelo governo Witzel, apenas um está com funcionamento pleno e os demais só devem ser entregues integralmente para o uso da população com uma atraso de pelo menos um mês, um escândalo que se liga com outro que envolve o superfaturamento de respiradores pelo ex-secretário da saúde, então mantido como "secretário extraordinário”, Edmar Santos.

A manifestação de hoje foi convocada pela CSP-Conlutas, Oposição Sindical do SINTUPERJ e pelo movimento Nenhum Serviço de Saúde a Menos. O Centro Acadêmico do Serviço Social da UERJ esteve divulgando desde a manhã de hoje uma campanha virtual de apoio à manifestação e também esteve presente levando sua solidariedade e repercutindo nas redes como parte de sua campanha "Serviço Social UERJ pela vida dos trabalhadores da saúde!".

Esta manifestação de hoje não está isolada, muito pelo contrário, não apenas em vários cantos do país, mas também em distintos países do mundo, trabalhadores da saúde protestam ao redor das mesmas demandas e demonstram o potencial de resistência dos que tem hoje a moral dos combatentes da linha de frente, que diferente de serem heróis, precisam de todo apoio para seguir cumprindo seu papel fundamental de salvar vidas.

Nos somamos a essa força de resistência dos trabalhadores da saúde para enfrentar o governo negacionista de Bolsonaro, levantando o Fora Bolsonaro e Mourão! sem nenhuma confiança nos governadores, que como Witzel, não estão se importando com vidas, mas com sua polícia assassinando jovens nas favelas, como João Pedro de apenas 14 anos, ou no STF e Congresso golpistas que foram fundamentais para as reformas trabalhista e da previdência.




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