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29M | Trabalhadores e jovens nas ruas precisam lutar por uma nova Constituinte

Os atos que ocorrem hoje, 29M, por todo o país demonstram a disposição de luta contra o governo Bolsonaro e os ataques em curso realizado por ele junto a governadores, congresso e STF. Para que o movimento avance é necessário se desprender das ilusões de que os problemas serão resolvidos com saídas puramente institucionais como Impeachment, as eleições de 2022 ou o show de cinismo da CPI da Covid. É preciso questionar o conjunto das instituições deste regime do golpe exigindo uma nova Constituinte Livre e Soberana, imposta pela mobilização, que possa revogar todos os ataques em curso e a obra econômica do golpe.

sábado 29 de maio | Edição do dia

Neste 29M testemunhamos em todo o país massivas expressões da revolta da juventude e dos trabalhadores contra a situação de enorme crise sanitária e econômica. Um ódio direcionado contra Bolsonaro, mas também contra o regime do golpe de conjunto, que é co-responsável pela catástrofe em relação a pandemia e que de mãos dadas ao presidente da extrema-direita segue aprovando reformas e privatizações.

Os cortes contra as universidades federais, que foram o estopim dessa mobilização, foram obra não só de Bolsonaro mas também do Congresso que aprovou a Lei de Orçamento para esse ano. Assim como, miram agora os servidores públicos na reforma administrativa em tramitação. Da mesma forma que governadores privatizam até a água, precarizando um serviço público tão essencial em meio a pandemia, como foi o caso da Cedae, entregue à iniciativa privada pelo bolsonarista Cláudio Castro com o apoio decisivo do STF.

Todos esses elementos são ingredientes da revolta que desatou agora nas ruas, junto com o crescimento da miséria e do desemprego, fazendo superar o medo da pandemia. Por isso que batalhamos contra as direções burocráticas a frente das convocações para que os estudantes e trabalhadores superassem a divisão imposta, unificando numa mesma luta essa revolta contra o regime do golpe. Uma batalha para massificar a luta e não restringí-la a um ponto de apoio para as estratégias de desgaste como querem essas direções, seja o teatro da CPI da COVID, seja o impeachment que terminaria por trocar seis por meia dúzia conduzindo o reacionário general Mourão ao poder. Desgastes que tem como objetivo último manter o compasso de espera até as eleições de 2022 para dar uma resposta.

O ódio e a força dos estudantes e trabalhadores que se expressam agora nas ruas não pode ser canalizado para dentro do regime, para a via institucional. Diante da fome e das mortes pela covid não dá para esperar até 2022, é preciso impor agora uma resposta contra esses ataques. É preciso ir além de mudar os jogadores, mas modificar na íntegra as regras do jogo. Somente através de uma nova assembleia constituinte imposta pela luta seria possível impor revogar as reformas, reverter as privatizações, derrubar a lei do teto de gastos, a lei de responsabilidade fiscal e impor o não pagamento da dívida; todos mecanismos que estrangulam e sequestram o orçamento público, tirando o poder de decisão dos trabalhadores para a mão dos banqueiros. Sem ilusões nas instituições desse regime podre do golpe, para que seja o povo a decidir é preciso impor pela nossa mobilização uma nova constituinte!




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