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Trabalhadores dos Correios em greve realizam importantes atos contra os ataques do governo

Paralisação nacional dos trabalhadores dos Correios iniciada na última segunda feira (17) chegou ao seu quinto dia com atos espalhados em vários estados. É preciso cercar de solidariedade essa batalha contra o desmonte da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) pois é um duro ataque à classe trabalhadora de conjunto.

sábado 22 de agosto| Edição do dia

Foto: Trabalhadores dos Correios em ato na cidade de Manuas-AM (Patrick Marques/G1 AM)

Paralisação nacional dos trabalhadores dos Correios iniciada na última segunda feira (17) chegou ao seu quinto dia com atos espalhados em vários estados, como Aracaju e São Paulo. Em Curitiba, foi realizada uma manifestação em frente à agência do centro da capital paranaense. O sindicato da categoria no estado do Paraná afirma que há uma adesão de mais de 70% dos trabalhadores à greve, desde segunda. Em Patos de Minas dezenas de trabalhadores foram ao hemocentro da cidade mineira doar sangue. Uma importante ação de solidariedade à população, principalmente em um momento delicado de crise sanitária com falta de sangue em muitos estoques, devido à pandemia do novo coronavírus.

Veja aqui: Durante carreata no RJ, trabalhador denuncia os ataques do governo contra os trabalhadores dos correios

São ações importantes que marcam a luta dos trabalhadores dos Correios contra a sanha privatista de Bolsonaro/Guedes para acabar com o serviço público enquanto permitem que o presidente da estatal General Floriano Peixoto, ganhe mais de R$ 1 milhão por ano, quando a maioria da categoria não recebe mais do que 2 salários mínimos. Querem retirar mais de 70 pontos do acordo coletivo votado em 2019 e contam com a ajuda do STF para manter esse ataque brutal, mostrando que na hora de atacar os trabalhadores e fazerem com que a crise seja paga por eles, o poder executivo está bastante alinhado ao poder judiciário.

É preciso cercar de solidariedade essa batalha contra o desmonte da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) pois é um duro ataque à classe trabalhadora de conjunto. Sabemos que o governo não se dará por satisfeito se conseguir privatizar o Correios somente. Sua sede de lucro para entregar às mãos dos capitalistas estrangeiros as empresas estratégicas voltará sua mira à Eletrobras e também à Petrobrás. Portanto ações de resistência como as dos trabalhadores ecetistas de hoje precisam de todo nosso apoio e o Esquerda Diário está aqui dispondo todo aparato para dar voz à essa luta.




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