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GREVE DOS CORREIOS

Trabalhadores dos Correios em greve realizam ato no Centro de Campinas. Todo apoio!

Na manhã dessa quarta-feira, 26, centenas de trabalhadores dos correios de Campinas em greve realizaram um ato na Av. Francisco Glicério, no Centro da cidade. Os trabalhadores estão se posicionando contra retirada de direitos e o avanço da privatização dos Correios. Além disso, ocorreu uma homenagem aos colegas de trabalho que faleceram pela Covid-19.

quarta-feira 26 de agosto| Edição do dia

Em meio à pandemia do coronavírus, que atualmente no Brasil fez mais de 115 mil mortos, os trabalhadores essenciais dos Correios continuaram trabalhando, sem EPIs necessários. Isto fez com que a categoria contabilizasse hoje 120 funcionários mortos por COVID-19. Estas mortes estão nas mãos de Bolsonaro e do general Floriano Peixoto, atual presidente da estatal, que foi nomeado pelo presidente da república. Frente a essa realidade vimos nessa quarta-feira a resposta dos grevistas, em ato no Centro de Campinas, homenageando os trabalhadores que morreram por causa desse descaso.

Confira aqui a fala da professora da rede estadual e militante do Movimento Nossa Classe Educação, Lívia Tonelli, em apoio aos trabalhadores dos Correios.

Hoje pela manhã, no centro da cidade Campinas, em apoio aos trabalhadores dos Correios que estão em greve diante dos ataques do governo Bolsonaro, repleto de militares, que aproveitam da pandemia para retirar direitos dos trabalhadores e avançar com a privatização da empresa.

Publicado por Lívia Tonelli em Quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Além disso, também realizaram um ato contra o ataque a direitos básicos dos correios, como o adicional noturno, das comissões de acidente de trânsito, do auxílio para dependentes/filhos especiais, diminuição do reembolso do auxílio creche/babá, entre tantos outros, que tem como objetivo abrir a porteira da privatização dos Correios. Uma privatização que atingirá a população com a cobrança das entregas e retirada das agências do interior, pois a prioridade não será o serviço, já bastante precarizado, mas o lucro dos monopólios capitalistas, inclusive estrangeiros.

Confira a fala de Natalia Mantovan, atendente em Campinas e militante do Movimento Nossa Classe, diretamente do ato:

GREVE DOS CORREIOS | Natália Mantovan, atendente dos correios em Campinas e militante do Movimento Nossa Classe, fala diretamente do ato dos trabalhadores dos correios no Centro da cidade.

Publicado por Esquerda Diário em Quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A greve já tem mais de uma semana e marca a luta dos trabalhadores dos Correios contra a sanha privatista de Bolsonaro/Guedes para acabar com o serviço público enquanto permitem que o presidente da estatal General Floriano Peixoto, ganhe mais de R$ 1 milhão por ano, quando a maioria da categoria não recebe mais do que 2 salários mínimos. Querem retirar mais de 70 pontos do acordo coletivo votado em 2019 e contam com a ajuda do STF para manter esse ataque brutal.

Na última semana ocorreram atos em diversas regiões do país. Em Curitiba, foi realizada uma manifestação em frente à agência do centro da capital paranaense. O sindicato da categoria no estado do Paraná afirma que há uma adesão de mais de 70% dos trabalhadores à greve, desde segunda passada. Em Patos de Minas dezenas de trabalhadores foram ao hemocentro da cidade mineira doar sangue. Uma importante ação de solidariedade à população, principalmente em um momento delicado de crise sanitária com falta de sangue em muitos estoques, devido à pandemia do novo coronavírus.

A vitória dos ecetistas é determinante hoje. Bolsonaro, os generais, o STF e o Congresso, tem suas diferenças no poder, mas andam juntos na privatização do conjunto das estatais e no avanço de condições de trabalho ainda piores que as promovidas após o golpe institucional, onde o direito trabalhista passa a ser chamado de privilégio. Se os ecetistas vencem, podem mostrar que a classe trabalhadora organizada é uma saída para conter esse projeto que atingirá a toda a população.

Nesse sentido que o Esquerda Diário vem se somando às ações da greve em várias cidades, chamando os partidos de esquerda, militantes de movimentos sociais e sobretudo o conjunto dos sindicatos, a batalharem pelo mais amplo e ativo apoio a essa luta.

Veja mais: Greve nos Correios: 6 motivos pelos quais você deve apoiar a luta dos trabalhadores




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