Mundo Operário

GREVE PORTUÁRIA

Trabalhadores do setor estratégico do Porto de Santos fazem greve de 24h

terça-feira 6 de março| Edição do dia

Na última segunda-feira (05), trabalhadores da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), estatal que administra o Porto de Santos, realizaram uma greve de 24 horas por reajuste salarial. A decisão foi tomada em assembleia da categoria no último domingo (04) em razão do reajuste de 0% pelo governo federal, que na prática significa redução do salário devido ao aumento na inflação.

Em 2017 a Codesp havia estabelecido um acordo coletivo com a categoria de reajuste retroativo a junho de 2017, o que não foi cumprido. A greve contou com ampla adesão dos trabalhadores da administração do Porto, cerca de 90%. Também foi realizado um ato em frente à presidência da empresa, às 9h do dia 05. Com isso, foi conquistada uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho para debater o reajuste.

Na manhã do dia 05, enquanto trabalhadores da Codesp realizavam o ato, os estivadores do Porto de Santos realizaram assembleia da categoria também para discutir sobre reajuste salarial. Foi deliberada greve de 24 horas no próximo dia 12 (segunda-feira) para reivindicar a pauta já entregue ao Sopesp (Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo) após ato da categoria em dezembro do ano passado.

Além da greve, os trabalhadores também farão um ato até saindo do prédio do sindicato e indo até o Sopesp. Segundo presidente do Sindestiva, sindicato da categoria, pode ser que a greve se estenda: “Pode ser que a gente venha a estender a greve. Vamos aguardar uma posição por parte deles, chamando a categoria para avaliar e tomar uma outra deliberação”.

Os trabalhadores portuários, tanto estivadores quanto da administração, pertencem à um setor estratégico da economia nacional. Segundo o Estadão, o Porto de Santos é o maior da América Latina e também o principal no escoamento da produção agrícola do país. Inclusive neste momento está prestes a receber grandes volumes de soja, que está em época de colheita.

A paralisação unificada de ambos os setores e com outros setores de trabalhadores seria, então, estratégica para conseguir suas pautas econômicas e, para além delas, lutar contra a Reforma da Previdência e retroceder a Reforma Trabalhista já implementada pelo “vampiro neoliberalista” Temer. Isso porque a categoria tem a capacidade de pressionar o governo federal como poucas através da paralisação do escoamento da produção.

A disposição de luta e combatividade dos estivadores do Porto de Santos na Greve Geral em 28 de abril do ano passado mostram o caminho para os trabalhadores tomarem a luta em suas mãos e decidirem por si em quem votar e como derrotar esse judiciário reacionário que segue sangrando os trabalhadores lado a lado com o governo federal desde o golpe.

O Esquerda Diário saúda e apoia a mobilização dos trabalhadores portuários!




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