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Trabalhadores do metrô pararam contra perdas de posto de trabalho e flexibilização

Hoje de manhã, os trabalhadores do metrô daS linha E, B e C na Argentina protagonizaram uma medida de força contra ataques de Metrovías.

sexta-feira 9 de agosto| Edição do dia

Como os delegados do setor denunciaram, essa abertura das bilheterias sem cobrir as posições da bilheteria é mais um passo na ofensiva que a Metrovias vem desenvolvendo para tentar reduzir e flexibilizar a equipe: eles já tentaram retirar os guardas da linha H e não conseguiram resistência de pares.

Eles também criaram uma categoria flexível, avançando sobre as categorias de trabalhadores, que é uma discussão que já levou seis anos e que, apesar das reuniões com o empregador, a empresa avança sem reconhecer os acordos anteriores.

No atual quadro de perdas de emprego, fechamentos de fábricas e reduções de pessoal, etc. Seria um crime permitir que a Metrovias imponha uma medida que reduza as posições e, ao mesmo tempo, dificulte o recarregamento do Sube do usuário, o que faz gratuito e rápido nas bilheterias do metrô. Apoiamos a luta de colegas e tudas que dão hoje os trabalhadores para evitar que os empregadores descarregem sua crise aumentando o desemprego.

Como temos sustentado, eles deram essa luta no quadro difícil que sofremos os trabalhadores, com a existência de amianto nas formações do metrô e o perigo de ter parceiros afetados pela doença que isso causa, a asbestose.

A falta de investimento da Metrovias é responsável por muitas mortes de acompanhantes devido a acidentes que poderiam ser evitados, pelo péssimo serviço e que hoje estamos diante do enorme perigo para a saúde pública devido ao perigo gerado pelo amianto.

Recordemos que no ano passado os delegados do metrô, juntamente com especialistas da Universidade do Sul determinaram que em vagões das linhas B, C e E encontravam traços de amianto, material cancerígeno, que obrigou a empresa a remover váriss formações, produto da reivindicação dos trabalhadores.

Um triste debate com a maioria do sindicato do metrô

Diante do anúncio das medidas tomadas pelos companheiros das bilheterias, a secretaria executiva do sindicato publicou um comunicado em que ignora qualquer medida de força promovida pelos companheiros, na verdade dando razão à empresa e não reconhecendo os problemas que os mesmos companheiros denunciam.

É triste que a união que nasceu como uma rebelião das bases contra a liderança totalmente burocratizada da UTA, hoje vire as costas à decisão dos companheiros de base de resistir ao ataque da empresa em seus setores.

Os camaradas se reuniram hoje - lutando com suas justas reivindicações - não apenas contra a empresa que mente e nega os fatos, mas também contra os pronunciamentos dos líderes da maioria do sindicato, que pediram para ignorar o que foi resolvido pelos camaradas e os problemas que denunciam com justa causa.

Pedimos à maioria do AGTSyP que reflita e dê uma guinada para unir novamente todos os companheiros do metrô, votando em um plano de luta que apóie a demanda dos companheiros e nos faça sair juntos em defesa de nossos direitos. Contra tentativas de reduzir empregos e flexibilização, contra falta de investimento e mau atendimento, contra a crise de saúde pública que temos no metrô com a existência de amianto e a falta de resposta da empresa para a altura dessa crise.




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