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CORONAVÍRUS: USP

Trabalhadores do hospital da USP aprovam nova ação no dia 6 de maio pela vida e pelos direitos dos trabalhadores

O Sintusp, Sindicato dos trabalhadores da USP chama uma nova ação no Hospital Universitário da USP, com ato em frente ao hospital com concentração a partir das 11h para denunciar as precárias condições de trabalho a que estão submetidos os funcionários efetivos e terceirizados do hospital em meio a pandemia do novo coronavírus.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

A proposta da ação foi aprovada pelo Conselho Diretor de Base (CDB) após assembleia e consulta virtual aos trabalhadores do hospital. A falta de EPIs, testes para todos os funcionários e a liberação do grupo de risco estão entre as principais demandas. Os trabalhadores também exigem a contratação emergencial de profissionais das diversas áreas do hospital para que este funcione plenamente.

A intenção é chamar a atenção para a situação dos trabalhadores e da saúde, que sofrem as consequências das políticas de sucateamento e privatização de anos. A luta por EPIs e contratações é para que a população tenha o hospital funcionando em capacidade máxima nessa pandemia sem que isso custe a saúde e a vida desses trabalhadores e sem expor a população a mais risco de contágio ao procurar um aparelho de saúde. Aprovou-se também uma paralisação parcial, de 4 horas, durante o ato, com escala mínima para que nenhum paciente fique desassistido durante a ação..

Além disso, foi chamado um twittaço para o mesmo dia do ato, com a hashtag #HUdaUSPemLuta, das 11h às 12h em apoio à luta dos trabalhadores do hospital.

No último dia 23 de abril os trabalhadores do hospital haviam realizado um ato que contou com a presença de parlamentares como Carlos Giannazi e Celso Giannazi, além de representantes dos mandatos da deputada federal Sâmia Bomfim e da deputada estadual Mônica Seixas, todos do PSOL. Trabalhadores das diversas áreas do hospital participaram do ato carregando cartazes que denunciavam a falta de EPIs, o racionamento de máscaras e o descaso com a saúde dos trabalhadores, em especial daqueles que fazem parte do grupo de risco.

Veja aqui: Ação no Hospital da USP denuncia precárias condições de trabalho em meio à pandemia

O CDB do Sintusp também referendou a criação de comitês internos das diversas áreas hospital formado por trabalhadores eleitos para lidar com a crise do coronavírus e a situação calamitosa de trabalho dos mais de 2 mil funcionários efetivos, trabalhadores terceirizados e residentes.

Saiba mais: Sintusp aprova criação de comitê de trabalhadores do hospital da USP para combater a pandemia




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