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PARALISAÇÃO PELA VACINAÇÃO | Trabalhadores do HU da USP dão exemplo e realizam forte paralisação por vacina para todos

O Hospital Universitário receberia apenas 200 vacinas para quase 2 mil pessoas, ao longo da pandemia três funcionários do hospital morreram vítimas da covid-19.

segunda-feira 1º de fevereiro | Edição do dia

A forte paralisação pela vacinação de todos, inclusive os trabalhadores terceirizados, contou com a cobertura da CNN, Band e SBT. Como resposta, Secretaria Municipal da Saúde se posicionou dizendo ter enviado um total de 700 doses para o Hospital Universitário. Número ainda insuficiente para todos os funcionários.

A mobilização votada pelos trabalhadores através do SINTUSP contou com uma importante adesão, com dezenas de trabalhadora saindo a frente do hospital para se manifestar. Estudantes e funcionários da USP, além do Caell, centro acadêmico de Letras, e do CAPPF, centro acadêmico de Pedagogia estiveram presentes para prestarem seu apoio.

O descaso foi grande no interior do HU durante toda a pandemia, onde os trabalhadores tiveram de conviver com a falta de EPIs, a não liberação de grupos de risco, falta de testes para os funcionários terceirizados e o atraso de salário aos residentes. Nesse momento, 60% dos trabalhadores estão sem perspectiva de serem vacinados, entre eles os terceirizados que trabalham nas áreas reservadas para pacientes de covid-19.

Se tratam de políticas conscientes de desmonte por parte de Doria, a reitoria e a direção do hospital. Distintas respostas pela mobilização ocorreram no ano passado por parte dos trabalhadores do HU da USP.

Os trabalhadores do HU são novamente vanguarda do país na luta dos trabalhadores da saúde em resposta a Bolsonaro e João Doria. Esses governantes não garantiram a nenhum momento os testes massivos, quarentena adequada e condições dignas de tratamento a covida-19. O governador de São Paulo realiza ações midiáticas, mas não garante nem mesmo vacina para os setores mais cruciais no combate a pandemia.

Esse forte exemplo está em sintonia com a vitória das trabalhadoras da Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP) que na semana passada barraram demissões pela mobilização.

Esses dois importantes setores de trabalhadores no interior da USP demonstram que o caminho para garantir o direito ao emprego e a vida da classe trabalhadora é a mobilização. Por isso, nós do Esquerda Diário estivemos presentes prestando nossa solidariedade, na demanda de vacina para todos os setores do Hospital Universitário da USP, assim como a liberação dos grupos de risco e a contratação emergencial de funcionários.




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