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Trabalhadores do HC da Unicamp realizam ato exigindo EPIs e testes

Em meio a um momento totalmente crítico da pandemia, com mais de 50 mil mortes e 1 milhão de infectados, os trabalhadores do Hospital das Clínicas da Unicamp fizeram um ato contra o descaso dos governos e da reitoria de Marcelo Knobel, exigindo testes e EPIs.

terça-feira 23 de junho| Edição do dia

Desde o início da pandemia vimos o negacionismo genocida de Bolsonaro que junto com os militares desprezam a vida da população pobre que morre massivamente com a pandemia. Enquanto isso, governadores como João Doria que se colocaram como “setor sério” de combate à crise sanitária, mas não ofereceram medidas adequadas de prevenção, como testes, máscaras e EPIs para os trabalhadores e a população, e agora juntos com prefeitos como Jonas Donizette em Campinas realizam reaberturas do comércio totalmente irresponsáveis, rifando as nossas vidas em prol do lucro dos empresários.

Em meio a tudo isso, as trabalhadoras da saúde estão sendo linha de frente do combate ao vírus, mas com condições muito precárias de trabalho como vimos com a carta dos trabalhadores do HC da Unicamp. Além de estarem sobrecarregados de trabalho por falta de mais contratações, também ficam muito afetados subjetivamente. Não têm acesso a testes e EPIs suficientes, e são obrigados a viver com a incerteza se vão contagiar suas famílias ou não.

Na Unicamp, o reitor Marcelo Knobel quer gerir a crise atacando os trabalhadores. Se coloca em defesa da universidade pública, mas permite com que trabalhadores do hospital fiquem nessa condição, além de permitir com que a Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp) realizasse amplamente, por meio da MP da Morte de Bolsonaro, redução de salários e jornadas de 25% aos trabalhadores da saúde.

A ação dos trabalhadores é totalmente necessária para denunciar essa situação e exigir da reitoria e dos governos todas as condições mínimas necessárias para combater a crise. As universidades são centros de referência, deram exemplos do papel que poderiam cumprir na pandemia e realizaram diversas pesquisas, inclusive a Unicamp desenvolveu testes: por que isso não chega aos trabalhadores? É necessário mais do que nunca questionar para onde vai o nosso conhecimento, para que ele não sirva a empresas, e sim à população e aos trabalhadores.

Sabemos que os negros são quem mais estão pagando por essa crise com mortes, seja pelas mãos da polícia como foi com Guilherme em SP ou pela Covid19. 53% dos trabalhadores da saúde são negros, que estão na linha de frente do combate ao vírus. Os entregadores de aplicativos, que vão realizar um ato dia 1 de julho que temos que cercar de apoio, também são parte da juventude negra que hoje recorre ao trabalho precário sem direitos por consequência da crise econômica.

Nós da Juventude Faísca e do Quilombo Vermelho nos colocamos lado a lado desses trabalhadores do Hospital das Clínicas da Unicamp, contra o descaso dos governos e da reitoria. Os estudantes precisam cercar a ação e a causa de solidariedade, por isso centros acadêmicos como o das Ciências Humanas (CACH), da Pedagogia (CAP), da Licenciatura Integrada (CALI) e outros divulgaram uma nota em apoio à ação e estão chamando um twitaço para as 12h com a #SaudeDaUnicampEmLuta.




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