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PROTESTO

Trabalhadores de setores essenciais realizam protesto em SP

Hoje aconteceu em São Paulo, no Largo da Batata, um ato organizado pela Frente Povo Sem Medo, com cerca de 40 pessoas, dos serviços essenciais. Em sua maioria eram médicos e enfermeiros, mas a manifestação também contou com metroviários, eletricitários, e entregadores de aplicativos, reunidos pelo eixo “Fora Bolsonaro e a vida acima dos lucros.

sexta-feira 8 de maio| Edição do dia

Os manifestantes se reuniram as 15h, e as categorias presentes levaram também suas próprias demandas.

Os trabalhadores de entrega em aplicativos levantaram cartazes exigindo seguro caso sofram acidentes de trabalho, setores da saúde demandavam aumento dos leitos, renda para as pessoas que não sejam de setores essenciais possam fazer quarentena, outras categorias demandavam EPI’s. Os metroviários de São Paulo também levaram, por exemplo, as demandas por testes massivos já, por EPIs adequados para todos além do fim das demissões de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do Metrô, e também uma exigência por um plano de emergência já. Eles levaram placas, carregando suas demandas próprias. Doria, que se pinta diariamente de “razoável” e “sensato”, deixa os metroviários trabalhando em condições completamente absurdas, arriscando suas vidas sem os EPIs necessários, e ainda por cima largando famílias de terceirizados nas ruas, com suas demissões. É assim no metrô, e também em outros serviços essenciais em todo o estado. É crucial que os trabalhadores dos setores essenciais, que seguem trabalhando, se organizem pela base e se coordenem para lutar por suas demandas.

São diversas as denúncias de hospitais e postos de saúde onde faltam EPIs, insumos e materiais para atender aos pacientes, também.

Veja um vídeo de Fernanda Peluci, diretora do sindicato dos metroviários, direto da manifestação:

Um dos eixos do ato foi o “Fora Bolsonaro”, e nós do Esquerda Diário, participamos da manifestação, desde a nossa posição minoritária na diretoria do sindicato dos metroviários, como serviço essencial, levando a consigna de “Fora Bolsonaro, Mourão e Militares”. Acreditamos que não podemos limitar o ódio a Bolsonaro a fortalecer defensores da ditadura, do neoliberalismo tais como ele, como seria o caso de Mourão assumir através de um impeachment ou renúncia. Ou seja, precisamos ir além e questionar Bolsonaro sem com isso contribuir a colocar diretamente os militares na cadeira presidencial, e nem que depositando qualquer tipo de confiança, como fazem os governadores do PT e PCdoB e também varias forças da esquerda, em que governadores como Doria, Witzel, e também Maia e o STF possam ser aliados, e nem os sujeitos da derrubada de Bolsonaro. Acreditamos que precisa vir das mãos da classe trabalhadora a luta contra esse governo Bolsonaro, mas também contra Mourão e todos militares, que hoje ocupam cargos em todos os ministérios, além da vice-presidência.

Veja algumas fotos da manifestação




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