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Trabalhadores de hospital na zona leste de SP protestam contra desmonte da unidade em plena pandemia

quarta-feira 3 de junho| Edição do dia

Hoje, terça-feira (02/06/2020), ocorreram atos contra a municipalização do Hospital Geral de São Mateus, parte dos planos do Doria e da prefeitura de São Paulo para atacar os trabalhadores. O Hospital localizado na Zona Leste de São Paulo que tem localidade com menor número de leitos disponíveis na cidade. E com placas escrito “EU FICO!”, os trabalhadores terceirizados e concursados lutam pelas suas permanências nos locais de trabalho.

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TRABALHADORES DO HGSM DÃO O RECADO: Nenhum trabalhador é descartável! Enquanto eles trabalham para salvar vidas, com uma pressão muito maior e condições mais precárias durante a pandemia, o @governosp e a @prefsp ameaçam municipalizar o hospital. Essa mudança agora serve pra quem? Os trabalhadores terceirizados podem perder seus empregos, os concursados podem ser transferidos para outras cidades do estado. E a população também saí perdendo... O hospital é o único porta aberta da parte sul da Zona Leste, que é referência em queimados e captação de órgãos, com a mudança estes serviços podem se perder. Não podemos deixar isso acontecer. Ajude a divulgar a luta dos trabalhadores do Hospital Geral de São Mateus! #NãoSomosDescartáveis #EuFico #NãoVaiTerMunicipalização #ZonaLesteResiste

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Além dessa incerteza que os trabalhadores sofrem por não saber o que vai acontecer com seus empregos, também são submetidos a correr riscos com condições precárias e grande descaso sofrido por trabalhadores nos postos de trabalho.

Os trabalhadores também se manifestaram contra a forma de administração do hospital, pois de acordo com relatos de funcionários ocorreram cortes nos serviços gerais de saúde.

Esse corte é uma grande perda para a população local, que já é conhecida pelos funcionários que estão na linha de frente do funcionamento do hospital e que consequentemente já tem conhecimento das necessidades do local e da população.

Defendemos a auto-organização dos trabalhadores e o controle operário dos serviços, para isso é necessário lutar pela centralização do sistema de saúde, sob controle dos trabalhadores para que eles tenham a voz e possam decidir. É o povo que deve decidir: por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana.




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