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Trabalhadores de Natal se solidarizam com a greve dos professores do RS

sexta-feira 15 de setembro| Edição do dia

Trabalhadores de diversas categorias que se reuniram neste dia 14 no centro de Natal, capital do Rio Grande do Norte, para se manifestar contra as reformas de Temer, aderiram à campanha do Esquerda Diário em solidariedade aos professores em greve do Rio Grande do Sul.

Os professores da rede estadual do Rio Grande do Sul estão em greve desde o dia 05 de setembro, mas em forte mobilização já desde o fim do mês passado quando o governador, José Ivo Sartori, anunciou que parcelaria os salários dos servidores estaduais pela 20ª vez.

Trata-se da principal luta dos trabalhadores em todo o país neste momento, em que os governadores aplicam duros ajustes sob o cabresto de Temer, que apresentou planos de "recuperação de estados" que significam demissões, cortes salariais e atrasos de pagamento, e mais precarização para servidores municipais e estaduais.

Veja aqui: Professores do Rio Grande do Sul deflagram greve por tempo indeterminado

Uma semana antes da decisão pela greve, dezenas de escolas já se mobilizavam pela base, fazendo paralisações e atos que pressionaram as direções sindicais e levaram à deflagração da greve estadual no dia 05.






Veja aqui: E os estudantes da UFRGS no dia nacional de lutas? Os professores do RS mostram o caminho

Sartori, como muitos governos pelo país, representantes dos interesses dos capitalistas que querem fazer com que sejamos nós trabalhadores que paguemos pela crise, passou de todos os limites ao depositar R$350,00 de salário aos servidores estaduais que nem terminaram de receber o 13º do ano passado. Os relatos são dramáticos e o Esquerda Diário veio tentando dar voz a esses trabalhadores que mostraram que mesmo diante de tantos ataques não estão dispostos a abaixar a cabeça.




Esta importante demonstração de solidariedade por parte dos trabalhadores natalenses precisa se expandir: é necessário cercar de solidariedade ativa esta importante batalha dos professores no sul do país. Que este exemplos dos gaúchos se alastre e seja o disparador da organização da defesa comum dos trabalhadores contra as reformas de Temer e dos governos estaduais. Para isso, é fundamental a organização pelas bases de cada local de trabalho e impor às centrais sindicais (Força Sindical, CUT e CTB), que traíram a greve geral do dia 30 de junho, uma frente comum de resistência a estes ataques.




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