Sociedade

1º DE MAIO RJ

Trabalhadores da saúde se manifestam por melhores condições na cidade do RJ

Iniciativa de profissionais da saúde no RJ penduram faixas pela cidade: “Quarentena geral para não adoecer, renda mínima para sobreviver, leitos para todos não morrer!”

sexta-feira 1º de maio| Edição do dia

FOTO: Gabriel de Paiva/O Globo

“Quarentena geral para não adoecer, renda mínima para sobreviver, leitos para todos não morrer!” é que dizem faixas estendidas na passarela da Rocinha; na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana; no trecho da Avenida Brasil na frente da Fiocruz, em Manguinhos; e na frente do Hospital Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

Foi uma iniciativa de profissionais da saúde organizados no coletivo Nenhum Serviço de Saúde a Menos, que trabalham na rede pública de saúde.

Na cidade do Rio de Janeiro, de acordo com o SinMed/RJ, 13 médicos e outros 30 profissionais da saúde já morreram no Estado por conta do Covid-19. Nesta quinta, 30, foram confirmados 9.453 casos do novo coronavírus em 78 de 92 municípios do estado, contabilizando 854 mortes, sobre dados acerca da população de conjunto.

De quarta para quinta, a Secretaria Estadual de Saúde registrou, em apenas 24h, 60 novos óbitos e 584 novas infecções, colapso que escancara a política do governador Witzel - e do prefeito Crivella, já que a cidade tem 5.903 infectados e 535 mortes confirmados -, que defende quarentena às cegas sem testes massivos e com um nível de precariedade do sistema de saúde absurdo, não fornecendo nem EPI suficiente para os trabalhadores que estão na linha de frente do combate à pandemia.

Nesse 1º de Maio, estamos lado a lado com todos os trabalhadores da saúde que dão esta batalha, que fazem parte da linha de frente contra a política negacionista de Bolsonaro, que tem o aval de Mourão e dos militares, assim como não temos nenhuma confiança em setores como Maia, Congresso, STF e governadores, que fazem com que sejam os trabalhadores e a juventude a pagar essa crise.

Nós do Esquerda Diário consideramos mais que necessário a centralização e estatização de todo sistema de saúde, incluindo toda saúde privada (desde os grandes laboratórios até as clínicas hospitalares e hospitais privados), sob gestão pública e controle dos trabalhadores e especialistas, para que os estados garantam a distribuição gratuita de tudo que for necessário para a detenção temporária da infecção e todas as instalações necessárias para receber os eventuais infectados que necessitem de internação: confiscando todas as salas que faltarem (hotéis, etc.) e provendo respiradores (mediante produção de emergência, importação, etc.). Assim como a revogação da Emenda Constitucional do Teto dos Gastos Públicos que permite que milhões de reais que hoje poderiam ser investidos na saúde e no combate ao vírus vão para pagar a dívida pública, uma dívida ilegal e fraudulenta. Dizemos não ao pagamento da dívida pública já que ela organiza todo orçamento público para ir aos bolsos dos banqueiros e capitalistas. Defendemos, ainda, a liberação de todos os que realizam trabalho não essencial sem corte de salários ou demissões. Nossa saúde vale mais que os lucros deles.




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