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SAÚDE MUNICIPAL RIO

Trabalhadores da saúde são impedidos de entrar na câmara dos vereadores do RJ

quinta-feira 26 de outubro| Edição do dia

Nesta quinta feira, às 10:00 horas, ocorreu na Câmara dos Municipal do Rio de Janeiro uma audiência pública sobre o orçamento da saúde. Com grande aparato repressivo, sendo dois ônibus cheio de policiais, o prefeito Marcelo Crivella impediu grande parte dos trabalhadores que estavam lá em peso, de entrar, foram utilizadas bombas de efeito moral.

Grande parte das categorias profissionais paralisaram hoje, assim como diversos serviços de saúde, contra o fechamento das clínicas da família, reivindicando o pagamento dos funcionários, contra as demissões em massa e a falta de medicações.

Os médicos e enfermeiros votaram greve, os serviços de saúde hoje, em sua maioria, só atenderam as essencialidades, para garantir a presença de todos e todas na câmara.

O descaso com a saúde já vinha ocorrendo no governo do PMDB, que trouxe a privatização pelas OSS, que na sua prática é o SUS precarizado. 
Porém no mandato do prefeito Crivella, a Atenção Básica e a Política de Saúde Mental implementada após muita luta dos trabalhadores, usuários e familiares contra os manicômios atrelada a luta sanitarista que deu origem ao modelo SUS encontram-se extremamente ameaçadas.

Não que a rede de saúde da cidade do Rio de Janeiro não estivesse comprometida anteriormente, mas agora com o Crivella tem ocorrido demissões em massa, cortes no financiamento de medicamentos, atrasos de salários. Os ACS (Agentes comunitários da saúde) que são os profissionais que trabalham dentro das favelas, que não têm formação especializada e recebem menores salários tem ficado, recorrentemente, com seus salários atrasados e correm o risco de perder seus empregos. E junto a isso, o prefeito quer fazer um corte de 530 bilhões de investimento na área da saúde. 

O descaso do governo com a saúde pública hoje no Brasil mata milhares de trabalhadores todos os dias. A rede de saúde atualmente está sem medicações, sem saúde bucal, sem cardiologista, sem contar os profissionais de diversas categorias que estão sem receber os salários, além do assédio moral e perseguições que os trabalhadores, que são em sua maioria contratados, estão sofrendo para trabalharem sem receber e para não organizarem nenhum tipo de mobilização contra todos esses ataques.

Mesmo com todos esses ataques, Crivella ainda quer aprovar um corte de 530 bilhões na saúde, mostrando o seu completo descaso com política pública de saúde dos trabalhadores que mais necessitam.

Tarcísio Motta, vereador pelo PSOL, fez seu pronunciamento na câmara em meio a audiência pública:

Todo apoio a luta dos trabalhadores da saúde!

SUS gratuito e de qualidade na mão dos trabalhadores e usuários!




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