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CORONAVÍRUS

Trabalhadores da saúde realizam ato no Postão da Cruzeiro em Porto Alegre exigindo testes

Trabalhadores da saúde do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul no bairro Santa Tereza em Porto Alegre realizam ato na tarde dessa quarta-feira (22) exigindo testes para todos os trabalhadores. Porto Alegre e a região metropolitana chega a um colapso do sistema de saúde, com cidades como Gravataí com 100% dos leitos ocupados e alguns hospitais da capital já também sem leitos disponíveis.

quarta-feira 22 de julho| Edição do dia

Os trabalhadores denunciaram Marchezan, Leite e Bolsonaro pela falta de testes massivos para a população e em especial para os trabalhadores da saúde que estão trabalhando sem saber se estão infectados ou não. A alta ocupação de leitos e o risco de infecção pelo novo coronavírus cria uma grande falta para atendimentos de outras enfermidades.

Bolsonaro nega a pandemia, espalha mentiras e confunde a população que se expõe, muitos trabalhadores não essenciais são obrigados a se expor pelos patrões bolsonaristas e se infectam, veem seus parentes próximos e colegas de trabalho morrerem de COVID-19. Paulo Guedes enviou 1,2 trilhão de reais para salvar banqueiros enquanto o governo Bolsonaro utilizou apenas 29% da verba de combate a pandemia até agora. São mais de 80 mil mortos no Brasil com mais de 2 milhões de infectados. No RS 50 mil infectados e mais de 1300 mortos. O governador Eduardo Leite (PSDB) por sua vez não nega a pandemia mas promove uma política ineficiente, uma dança de bandeiras que hora ficam vermelhas mas logo voltam para laranja sob pressão dos empresários. Marchezan (PSDB), prefeito de Porto Alegre, segue a mesma lógica de favorecer empresários em detrimento das vidas dos trabalhadores.

É preciso que toda a população tome conhecimento do que realmente ocorre no sistema de saúde público. Apoiar os trabalhadores da saúde na sua luta diaria na linha de frente do combate à pandemia. A gestão da saúde nas mãos desse Estado capitalista, de direita e extrema direita, está promovendo uma política genocida, enquanto partidos de esquerda que dirigem grandes sindicatos e centrais sindicais, como PT e PCdoB, não estão organizando uma resistência contra os ataques trabalhistas e econômicos, que descarregam a crise nas costas dos trabalhadores e do povo pobre, sequer um plano de luta de combate a pandemia.

É preciso que a própria classe trabalhadora se auto organize em cada local de trabalho para retomar os sindicatos e tomar em suas mãos a administração dos hospitais e empresas, exigir não só testes massivos para identificar infectados e promover um isolamento racional mas lutar pela liberação de todos os leitos privados num único sistema de saúde público e estatal. Girar, sob controle operário, as indústrias para a produção de equipamentos hospitalares e tudo o que for necessário para colocar as vidas na frente dos lucros. Somente a classe trabalhadora organizada pode dar uma resposta diferente da atual derrubando Bolsonaro e Mourão, sem depositar confiança no STF e Congresso golpistas nem nos governadores, é possível impor uma Constituinte Livre e Soberana para que seja o povo que decida os rumos do país podendo assim mudar as regras do jogo e não apenas os jogadores.

O lucro e os interesses dos empresários e banqueiros estão, como nunca, diretamente contrapostos ao direito à vida da população trabalhadora e pobre. Para lutar pelo direito elementar à vida é preciso lutar contra o enorme acumulo de capital e fluxo de dinheiro público para as mãos dos credores bilionários da dívida pública. Uma grande mobilização em unidade de trabalhadores pode exigir o confisco dos bens dos grandes sonegadores, o fim das isenções fiscais, uma taxação sobre as grandes fortunas e o fim do pagamento da dívida pública, gerando assim os recursos necessários para combater a pandemia e garantir renda e emprego para todos. Nossas vidas valem mais que os lucros deles!




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