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RIO DE JANEIRO

Trabalhadores da saúde mental sem salários, no Rio de Janeiro

Sob a gestão de Crivella, a precarização do trabalho nos CAPS, residências terapêuticas e CAPSad do município tem se aprofundado. Atual prefeito que deixou clara em sua campanha defesa das PPPs (parcerias público privada) tem mostrado no cotidiano dos serviços impactos de seu descaso.

quarta-feira 19 de abril de 2017| Edição do dia

Psicólogas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, oficineiros, psiquiatras cuidadoras e demais trabalhadores da saúde mental da Zona Norte e Zona Oeste estão com seus salários e benefícios atrasados. Em janeiro e fevereiro os atrasos foram nos serviços do Centro e Zona Sul.

Essa situação vem se arrastando desde o ano passado, estando a rede de saúde mental sem medicação e recursos básicos para funcionamento, enfrentando dúvidas sobre a continuidade dos contratos de trabalho e também da alimentação dos usuários, além da recorrente falta de estrutura para atendimento dos usuários.

Os trabalhadores vem buscando se articular juntamente com familiares e usuários dos serviços para não seguirem nesse cenário que além de recorrente, se aprofunda. Houve forte mobilização no movimento Fora Valencius, porém no âmbito do município ainda falta fortalecimento sobretudo num cenário de ações reacionárias nas políticas de saúde mental e drogas (abarcando todo SUS).

Nesta segunda-feira dia 17 os trabalhadores tiraram duas assembleias dos trabalhadores dos serviços de saúde mental da zona norte e oeste da cidade realizadas hoje quarta-feira (19/04), onde estiveram mais de 50 participantes em cada. A proposta é fazer crescer a discussão, dentro dos serviços, sobre a precariedade de trabalho chamando trabalhadores de cada serviços, familiares e usuários a ocuparem a cidade e as instâncias da saúde do Rio. Foram pensadas cartas abertas, divulgação na mídia, além de ações no 28/4 e 18/5.

Na próxima segunda-feira (24/04), será realizada uma nova reunião dos trabalhadores de saúde mental do Rio de Janeiro, na Praça Rio Grande do Norte, S/nº, no Engenho de Dentro, próximo ao Instituto Nise da Silveira às 17h aberta a todos.

Por uma sociedade sem manicômios e proibicionismo!




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