RIO DE JANEIRO

Trabalhadores da saúde fazem ato contra a precarização da saúde no Rio

Neste momento acontece um ato em frente ao prédio do Ministério da Saúde e da Secretária Estadual de Saúde para contra a precarização do trabalho e dos serviços de saúde.

quarta-feira 24 de junho| Edição do dia

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O chamado unificado de trabalhadores do Munícipio, do Estado e dos hospitais Federais tem como reivindicação o fim das demissões da saúde federal, da violação de direitos trabalhistas, contra a militarização da Secretária de saúde Estadual e do Ministério da Saúde que estão sendo ocupadas por militares e contra a flexibilização do isolamento sem as garantias necessárias.

O processo de precarização e terceirização da saúde do Rio não é uma novidade mas nesse momento de crise sanitária escancaram o quanto nem Witzel, nem Crivella e muito menos Bolsonaro estão preocupados com a vida da população e muito menos com os trabalhadores da saúde que estão nessa guerra contra o COVID-19 sem armas. Há muitos relatos de atrasos de salários, cortes de benefícios, demissões em massa e até mesmo escândalos de corrupção, que mostram como esses governos lucram em cima de nossos corpos.

Além dos atrasos dos hospitais de campanha e agora a indicação de que os mesmos não sairão do papel, Witzel não paga o salário de pelo menos 2 hospitais Estaduais e demitir trabalhadores que estão sem receber. Além de seguir Bolsonaro colocando um Bombeiro militar na pasta, que além de demolir o antigo Hospital do IASERJ com mais de 500 leitos, em pleno funcionamento que poderia estar servindo agora na pandemia tem relação com antigo governador do estado Cabral.

Os hospitais Federais que já sofriam com déficit de funcionários há anos, no meio da pandemia vem funcionando muito abaixo de sua capacidade principalmente nesse momento da pandemia. E mesmo com essa necessidade de aumento de RH houveram pelo menos 400 demissões na calada da noite. Enquanto isso Bolsonaro incentiva seus apoiadores a entrar nos hospitais para fiscalizar o trabalho da saúde enquanto o número de mortes no Brasil só cresce e os trabalhadores da saúde são colocados nessa guerra sem armas. Onde o Ministério da Saúde vem sendo ocupado pelos militares.

No município, onde Crivella já é conhecido como inimigo dos trabalhadores da saúde também houveram atraso nos salários, em abril cinco mil funcionários da Rede Municipal ficaram um mês de salários atrasados, e outros 20 mil sem receber auxilio alimentação. Teve a cara de pau de instalar tomógrafos que deveriam estar na Unidade Básica no estacionamento da Igreja Universal na Rocinha, com a repercussão transformou o local em um Centro de Imagem que nunca funcionou. Isso sem falar na reabertura do comércio no Rio sem a garantia de teste e EPIs, com os transportes públicos lotados, que já demonstra que ocorrerá uma nova onda de contágios e consecutivamente mais mortes já que os serviços de saúde enfrentam muitas dificuldades.

Portanto, não faltam motivos para que os trabalhadores da saúde se coloquem em luta contra todos esses governos que jogam a crise sanitária mas também econômica nos trabalhadores e no povo pobre e negro que são a maioria que acessam o SUS. Temos que inspirar na luta de negros e negras internacionalmente para que não sejamos nós que paguemos por essa crise com nossos mortos em operações policiais, na pandemia ou pela fome, mas sim esses corruptos que saquearam a saúde do Rio.

Todo apoio a luta dos trabalhadores da Saúde!

Por um SUS público, Estatal e controlado pelos trabalhadores e usuários!







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