RJ: GREVE DA SAÚDE

Trabalhadores da saúde em greve no Rio, organizam atos pela cidade

terça-feira 26 de novembro| Edição do dia

Como noticiamos, os trabalhadores das unidades de saúde administradas por OSs (organizações sociais), seguem se receber seus salários e benefícios, como alimentação e transporte, referente à outubro. Segundo informações, há falta de pagamentos em cinco hospitais, quatro coordenações regionais de emergências, nove UPAs e mais de 150 clinicas da família espalhadas pela cidade. Diante desta situação extrema, várias categorias tem votado greve, e os trabalhadores da área de saúde no Rio de Janeiro tem saído as ruas contra os atrasos de salários e os ataques à saúde pública do Rio vindos de Crivella.

Na parte da manhã do dia 25/11, várias categorias da área de saúde se reuniram em frente ao hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, contra os atrasos de salários, contra a precarização dos hospitais públicos e em defesa do SUS. Estiveram presentes no local diversos setores que permanecem sem receber seus salários, como os terceirizados, as equipes de enfermagem e médicos. Atualmente a emergência do hospital é a que tem o maior número de OSs (organizações sociais).

Após assembleia da categoria dos ACS (Agentes comunitários de saúde) em greve, na parte da tarde, saíram em marcha em sentido a prefeitura do Rio, exigindo o pagamento de seus salários e melhores condições de trabalho.

No dia de hoje (26/11) foram votados vários atos descentralizados, fazendo com que desde as 09:00 horas da manhã tenha ocorrido atos em diversos pontos da cidade como Maré, Rocinha, Copacabana, Realengo, Acari, Meier, Manguinhos, Vila Cosmos, Benfica, São Conrado e Av. Brasil.

O Rio de janeiro, hoje, sofre uma dura crise na saúde que vem se estendendo há anos. O atual governo de Crivella, que durante campanha tinha o discurso de cuidar das pessoas, agora ataca cada vez mais profundamente a saúde pública, gerando não só péssimas condições de trabalho e desemprego, como falta de atendimento à população usuária dos serviços, sendo essa na sua maioria negra e pobre.

Frente a essa crise, vem havendo mobilizações de várias categorias, mostrando que há uma disposição de luta por parte dos trabalhadores que não aceitam que os seus direitos e o da população carioca sejam arrancados dessa forma. Todavia é necessário unificar a luta com todas as categorias e a população usuária dos serviços prestados para assim, fazer uma forte ofensiva contra os ataques de Crivella e da direita.

Chamamos a todas e todos a estarem também no dia 10/12, no ato unificado em frente a prefeitura do Rio.

Nós do Esquerda Diário, declaramos apoio a greve dos trabalhadores da saúde e repudiamos todos esses ataques e cortes. Exigimos o pagamento dos benefícios e salários!




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