Trabalhadores da saúde e limpeza: os heróis invisíveis da saúde precarizada pelos governos

Sabemos que até então o projeto do governo estadual de João Dória (SP) e do federal de Bolsonaro foi de precarização do SUS, fortalecendo o crescimento do número de trabalhadores sem as garantias trabalhistas, contratos temporários, flexibilização na contratação de agentes comunitários de saúde e equipes de saúde da família.

sexta-feira 20 de março| Edição do dia

Esses trabalhadores da saúde tem sido um setor que se coloca na linha de frente mesmo com salários ultra precários, sem EPI muitas vezes e ainda assim têm dado a vida para salvar a classe trabalhadora e conter o alastramento do vírus.

Em 11 anos de cortes na saúde, o SUS perdeu 43 mil leitos para internação. E em um momento de crise pandêmica, o mínimo que deveria ser feito, que é a contratação emergencial de profissionais e investimento em equipamentos, não está sendo realizado, como relata Marília, trabalhadora do Hospital Universitário da ZO de São Paulo:

"Até o momento não se fala em contratação para essas áreas emergenciais. Os clínicos e funcionários terão que se desdobrar para fazer o atendimento dos pacientes que chegam e as trabalhadoras da limpeza serão realocadas, então vamos continuar trabalhando com o número de funcionários que tem no hospital hoje".

São os trabalhadores da saúde que estão salvando vidas, não os governos e empresários, inclusive muitas vezes o fazem sem recursos e sem segurança.

Para tudo isso, a anulação da PEC do Teto de Gastos é essencial, visando a implementação de um sistema único de saúde unificado e centralizado que seja 100% estatal, sob controle dos trabalhadores em parceria com a população. Defendemos também a ampliação de leitos que são do sistema privado de saúde por parte desse mesmo sistema unificado dos trabalhadores.

Exigimos a garantia de condições plenas, contratações de trabalhadores da saúde terceirizados e desempregados como efetivos, além de estudantes de saúde com treinamento para poder dar conta desta crise que está instalada.

Essa crise mostra o absurdo que é a saúde transformada em mercadoria, a serviço do lucro e apenas será possível responder a esse tipo de crise com a expropriação dos empresários da saúde, e tirando o controle das mãos dos governos.




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