Sociedade

Trabalhadores da saúde de Ibirité/MG não tem sabonete e papel toalha para trabalhar

Trabalhadores da saúde de Ibirité denunciam que estão trabalhando sem equipamentos básicos de prevenção e higienização. Um verdadeiro absurdo que os governo estadual de Romeu Zema se cala.

sexta-feira 20 de março| Edição do dia

Trabalhadores da saúde de Ibirité, na região metropolitana de BH, denunciaram que unidades de saúde não tem disponível para os próprios trabalhadores ítens básicos de proteção e prevenção como sabonete líquido, máscaras e luvas.

"Os atendimentos na Unidade são basicamente de pacientes suspeitos. E não temos como nos proteger e higienizar. Não temos nada", diz um dos trabalhadores.

Enquanto isso, o governador Romeu Zema e o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, apesar de baterem boca entre si, implementam medidas em que os trabalhadores da saúde seguem sendo esquecidos, quando são na realidade parte dos que mais precisam de investimentos e condições de trabalho.

Medidas essenciais como todos os equipamentos de saúde integralmente disponíveis para trabalhadores e para a população, contratação de trabalhadores da saúde para atender às demandas da população, licença remunerada para trabalhadores que estão com sintomas e em grupo de risco, assim como para mães e pais que tenham filhos com sintomas. Estas são negligenciadas pelos governos.

Publicamos a seguir a denúncia que recebemos, na íntegra, mantendo o anonimato dos trabalhadores.

"Sou profissional da área da saúde da prefeitura de Ibirité/MG, região metropolitana de Belo Horizonte, na Unidade de saúde em que realizo atendimentos, não temos disponíveis produtos básicos para higienização e proteção dos próprios profissionais, como sabonete líquido, papel toalha, máscaras e luvas, o único insumo disponível é álcool líquido.

Temos que nos reunir para comprar os produtos, que são fundamentais para o desenvolvimento e segurança do trabalho.

Para os pacientes, usuários da unidade, não há disponibilidade nem ao menos de papel higiênico nos banheiros.

Nesse momento deveriam ser mantidos somente os serviços essenciais na Unidade, para evitar aglomerações e possibilitar a transmissão do Covid-19, que no momento já é comunitária.

Atendimentos em grupos e individuais que não sejam de urgência, não deveriam ser realizados, o período é de quarentena, inclusive os profissionais que não fazem atendimentos nessas situações e não são responsáveis pela manutenção dos serviços essenciais, se fazem desnecessários na Unidade de saúde, poderiam ter o ponto facultativo decretado, pelo menos inicialmente. Lamentável!"

Se você também é trabalhador, envie para o Esquerda Diário suas denúncias dos locais de trabalho! Pode ser texto, foto, áudio ou vídeo, pelo WhatsApp, Telegram ou Signal, garantimos o anonimato: +5511977509596




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