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Trabalhadores da manutenção preparam greve contra os ataques do Metrô

Na madrugada dessa terça-feira, 31, os trabalhadores da manutenção fizeram a tradicional reunião setorial da madrugada, que reúne diversos trabalhadores da manutenção das linhas. Eles discutiram os ataques que o Metrô vem preparando e como resistir aos ataques. A categoria tem assembleia ainda hoje, com indicativo da greve para amanhã, 1º de junho.

terça-feira 31 de maio de 2016| Edição do dia

Ontem foi realizada mais uma rodada de negociação da comissão eleita pelos trabalhadores com a empresa e o Metrô manteve os ataques mais fundamentais aos direitos da categoria, conforme vinha se desenhando já nas negociações anteriores, como colocamos aqui eaqui. O reajuste oferecido, de 10,03 %, além de estar abaixo da inflação, ainda seria parcelado (uma parcela retroativa à maio e outra somente em novembro).
Em assembleia na semana passada, a categoria decidiu pelo indicativo de greve para dia 1º de junho. Frente a isso, os trabalhadores da manutenção, que já haviam realizado reuniões setoriais nos Pátios de manutenção da companhia, realizaram sua tradicional setorial noturna, que reúne trabalhadores da manutenção das linhas, para discutir como resistir aos ataques.

Felipe Guarnieri, operador de trem da Linha 1 Azul e do Movimento Nossa Classe Metroviários, esteve presente na setorial, saudando a mobilização dos trabalhadores da manutenção e lembrando que esse é o momento de unificar com a juventude secundarista e com os trabalhadores, professores e estudantes das universidades estaduais paulistas que lutam contra os ataques do governo Alckmin. Também foram lembradas as históricas mobilizações na rança contra a reforma trabalhista, para mostrar que a tentativa de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores é internacional e que por isso nossa resistência também deve ser. Além disso, Guarnieri lembrou que o Metrô segue sem cumprir com a decisão judicial em primeira e segunda instância de reintegrar os demitidos, e por isso é necessário uma luta da categoria para impor essa pauta ao Metrô e reintegrar os companheiros ao trabalho.


Felipe Guarnieri intervém na setorial noturna da manutenção.

França, trabalhador da manutenção do Pátio Jabaquara e também do Movimento Nossa Classe, esteve presente na setorial e interveio colocando a necessidade e possibilidade de se preparar para uma forte greve frente aos ataques históricos da empresa. França lembrou que a empresa busca dividir a categoria entre os setores mais antigos, que teriam seus direitos mantidos, e os trabalhadores novos, que já não teriam uma série de direitos. Denunciou que essa política serve para facilitar a demissão dos setores antigos (que teriam "direitos demais") e abrir caminho para a privatização e terceirização. França também denunciou o governo golpista de Temer que quer generalizar a política de privatização e ataques de Alckmin em escala nacional. Veja abaixo o vídeo da fala de França.

Foi lembrado durante toda a setorial o problema da terceirização e privatização, política que o governo Alckmin vem aprofundando e que atinge em especial os setores da manutenção. Frente a todos esses ataques o clima entre os trabalhadores da manutenção nessa setorial era de votar a greve na assembleia de hoje, dia 31.




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