Educação

RIO GRANDE DO SUL

Trabalhadores da educação do RS votam abrir o comando de greve, mas burocratas ditam as regras

Desrespeitando decisão da Assembleia Geral dos professores em greve que havia decidido abrir o comando para os grevistas, Conselho Geral dirigido pelo PT e PCdoB impõe um comando de greve fechado para a base dos trabalhadores.

quarta-feira 29 de novembro| Edição do dia

Na última assembleia geral dos professores do RS, na sexta-feira, professores e funcionários de escola votaram por abrir o comando estadual de greve para a base. Para além de dar continuidade à greve, superando as tentativas da Direção Central do CPERS em enterrar a greve, os professores também conseguiram aprovar a abertura do comando. Porém, o conselho geral, controlado pela CUT e pela CTB, foi ávido em reunir esta semana, dia 28, para ditar como o comando aberto funcionará, desrespeitando a votação da Assembleia Geral. Determinaram que haja um representante por núcleo do sindicato. São 42 núcleos. Decretaram que cada núcleo deverá enviar um membro da direção do núcleo.

A proposta que havia saído da assembleia geral, ainda que insuficiente, determinava claramente que todos os professores da categoria em greve poderiam participar do comando e conseguir, dessa forma, opinar no principal órgão de coordenação da greve. Isso que a direção central do CPERS, pela via do Conselho Geral, fez não é abrir para a base, as direções de núcleo são direções, não a base da categoria.

Um comando verdadeiramente aberto e representativo se daria com assembleias no interior de cada escola de onde se votaria um delegado para levar a voz dos professores daquela escola para a reunião, fazendo com que dessa forma haja uma real ligação entre o comando e a mobilização real nas escolas, permitindo que a base da categoria dite os rumos do movimento que ela mesma está levando.

A maneira como os burocratas que controlam o sindicato manobram as decisões de assembleia geral é bizarra e antidemocrática. Somente rompendo pela base essa casca que envolve o sindicato, esse imenso dique que segura as lutas, é que avançaremos na luta contra esse governo imundo, causando para valer e impondo que os ricos deste estado paguem pela crise.




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