GREVE TRABALHADORES UNICAMP

Trabalhadores da Unicamp vão ao centro de Campinas defender o HC junto a população

Na manhã dessa quarta-feira, 20, os trabalhadores da Unicamp, em especial os que estão ligados ao Hospital das Clínicas, em forte greve, foram até o centro de Campinas para dialogar com a população sobre a sua luta.

sexta-feira 22 de junho| Edição do dia

Os trabalhadores da Unicamp estão em greve há um mês exigindo um reajuste salarial proporcional às perdas salariais promovidas pela política de arrocho das reitorias e do governo do estado.

Porém, essa luta transcendeu às reivindicações salarial em especial com a entrada em cena dos trabalhadores e trabalhadoras do Hospital das Clínicas, que encontram uma situação de caos na única via de acesso da população à universidade que é o hospital.

O reitor Marcelo Knobel junto com o governador Márcio França (PSB) e o prefeito da cidade Jonas Donizetti (PSB) demonstram saber bem como desmontar a saúde e os hospitais que atendem a população de Campinas. Na cidade, Jonas é acusado de estar envolvido no escândalo de corrupção no Hospital Ouro Verde, cujo atendimento à população é cada vez mais precário.

No HC não está sendo diferente, em especial depois que Knobel congelou a reposição de funcionários que trabalham no hospital e a criação de novos cargos. Combinado com a falta de leitos, medicamentos e equipamentos, a situação do HC é caótica. Para defender a saúde da população e os seus direitos, os trabalhadores da Unicamp realizam uma importante luta e chamam a população a apoiar.

Os estudantes da Unicamp e militantes da Faísca estiveram presentes na manifestação para seguir apoiando essa luta que é fundamental para derrotar os inimigos dos estudantes, da educação e da saúde. Os trabalhadores da Unicamp vencerem essa luta debilita a reitoria, a burocracia acadêmica e estatal que atacam a permanência, perseguem estudantes e dedicam milhões do orçamento do estado para aumentar o seu próprio salário em R$8 mil enquanto propõe dar 50,00 reais de aumento aos funcionários.

(O dinheiro está só no teto, ironizam os trabalhadores)

Tal compreensão da importância da greve desses trabalhadores parece não ser assimilada pelo DCE da Unicamp, que sequer tem comparecido as assembleias estudantis para debater a mobilização estudantil em apoio a essa luta, tampouco esteve presente nesse ato. Mas um DCE dirigido pela UJS e o grupo de direita Apenas Alunas não espanta ter esse tipo de atitude, já que compreendem a sua função como sentar às escondidas com o Knobel, ou seja, com o próprio inimigo.

Espanta ver que coletivos ligados ao PSOL e ao PCB na Unicamp, os mesmos que propuseram abortar a mobilização estudantil dizendo que "não era o momento" (quando na verdade perderam o momento de fortalecer a luta dos trabalhadores), completamente ausentes na manifestação.




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