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Trabalhadores da Unicamp paralisam por reparação de salário defasado há anos pela reitoria

Nessa quinta-feira, 26, os funcionários técnico-administrativos da Unicamp realizam uma importante paralisação para a sua campanha salarial desse ano, exigindo o reajuste de 12,5% correspondente às defasagens geradas nos últimos anos pela reitoria da Unicamp.

quinta-feira 26 de abril| Edição do dia

(Foto da greve dos trabalhadores da UNICAMP bde 2016)

Desde 2015, reajustes abaixo da inflação (ou mesmo de 0%, como no ano passado), levaram a um acumulo de perda salarial para os funcionários, pais e mães de família contratados pela Unicamp. Por isso reivindicam essa reparação nesse ano, tendo em vista que houve crescimento do ICMS (cujo repasse é o que financia às estaduais) que permite esse reajuste mínimo.

Além disso, a reitoria declarou um aumento somente aos funcionários que atingem o teto salarial, de 3% (conforme um aumento no próprio teto), que beneficia exclusivamente o alto escalão da burocracia universitária, que já recebe R$ 21.631,05.

Professoras da creche paralisaram nesse dia (Foto: STU)

A reitoria tem se voltado contra os direitos dos trabalhadores nos últimos anos de diversas formas, que colocaram sobre os ombros dos setores mais precários da universidade o ônus da crise orçamentária. Sem dizer aonde que essa crise existia, não abrindo as contas para que os trabalhadores e estudantes pudessem decidir sobre o orçamento e os rumos da universidade nesse momento de crise, a reitoria descontou nos postos de trabalho, na carreira e nos demais direitos dos trabalhadores da universidade.

Os trabalhadores terceirizados, que a reitoria finge não ter responsabilidade pelas condições muito precárias e os baixos salários que recebem, vem também sendo demitidos, ou mesmo "reterceirzados" com ainda menos direitos (como aconteceu ano passado com trabalhadores da Funcamp). Além disso, Knobel aprovou ano passado um corte de 30% na GR (um ataque às gratificações e à carreira), congelou contratação de funcionários, defasando e sobrecarregando os quadros em especial na área da saúde, mas também resultando em redução do funcionamento de bibliotecas, como a do IEL. Nessa mesma ofensiva, o reitor congelou o auxílio-alimentação por quatro anos e aumentou o valor pago no bandejão minguando ainda mais os salários.

Nesse dia de paralisação, realizaram reuniões e um debate sobre Golpe e Democracia no Brasil, assim como a transmissão de um documentário "Calabouço 1968, um tiro no coração do Brasil" no prédio do IFCH. Esteve combinado com paralisação nas outras estaduais paulistas, UNESP e USP.

Na USP, a polícia do campus, em aliança com a reitoria e o governador Macio França (PSB, partido de Jonas em Campinas), prenderam arbitrariamente o trabalhador Marcello Pablito, dirigente do SINTUSP e da sua Secretaria de Negros e Negras, também militante do MRT, antes mesmo que a paralisação começasse. É inaceitável esse tipo de atitude racista e arbitrária, ainda mais quando se volta para impedir a luta dos trabalhadores.

O Esquerda DIário, junto aos estudantes da Faísca e mulheres do Pão e Rosas, nos solidarizamos com a luta dos funcionários! Estamos juntos na luta contra os ataques da reitoria, pela efetivação imediata dos trabalhadores terceirizados, e por um projeto de universidade a serviço dos interesses da população, por isso sob comando dos estudantes e funcionários da Unicamp.




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